Reunião, reunião, reunião... Saldo? Mais uma indefinição


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Coordenadora estadual de Saúde, Maria Iracema Leonardi, esteve ontem em Franca para falar sobre a Santa Casa
Coordenadora estadual de Saúde, Maria Iracema Leonardi, esteve ontem em Franca para falar sobre a Santa Casa
Sem definição. Esse é o resultado da reunião realizada na tarde de ontem entre o prefeito de Franca, Sidnei Rocha (PSDB), e a coordenadora estadual de Saúde, Maria Iracema Leonardi, sobre a situação da Santa Casa. Após uma hora de conversa, Município e Estado não firmaram nenhum acordo sobre quem se responsabilizará pelo atendimento do hospital ou mesmo sobre quem administrará os R$ 30 milhões repassados anualmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para a instituição. A única novidade anunciada foi a criação do “pacto da saúde”. Ainda assim, nenhum detalhe esclarecedor sobre o tal pacto - como objetivos e proposições - foi divulgado. O assunto voltará a ser pauta de um novo encontro na próxima quarta-feira, 21, em São Paulo, entre o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, e Maria Iracema. Neste encontro, Prefeitura e Estado terão que apresentar as regras para o “pacto”. “Estamos abertos a negociação, mas o Estado também precisa fazer sua parte. Agora devemos colocar no papel o que cada um deverá fazer. É preciso estar muito claro para no futuro um não jogar a culpa no outro”, disse o prefeito. A reunião não contou com a participação de nenhum representante da Santa Casa, principal interessada na questão, nem com o Ministério Público, que declarou, publicamente, que pode intervir na questão se uma solução plausível não for apresentada. ZERO A ZERO Sidnei Rocha poderá, contudo, encontrar dificuldades para colocar em prática o que pretende. Se em seu campo - para usar uma das metáforas futebolísticas tão ao gosto de nosso presidente - não conseguiu sair do zero a zero, as chances de marcar gols na capital tornam-se menores. Maria Iracema joga confortável com a ausência de pressão, sentida na pele e diariamente por Rocha, que é cobrado por políticos, instituições, imprensa e população para resolver o problema. Por isso, o Estado tem todo o tempo do mundo para negociar. “A questão não é tão simples assim. Não é só uma questão de quem vai ficar com o dinheiro. É preciso ter uma atividade e uma modernidade da saúde. Precisamos conversar para definir qual é a melhor forma de atender a população de Franca e região com dignidade”, disse ela. Marcou um gol.

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