Sem nenhuma nova proposta por parte do Sindicato da Indústria (SindiFranca), os trabalhadores das indústrias calçadistas de Franca decidiram, em assembléia realizada na tarde de ontem, manter aberta a negociação.
Na semana passada, a categoria rejeitou a oferta de 4% de reajuste, abono escolar de R$ 125 e participação nos lucros e resultados de 70 horas.
Ontem, durante a 16ª rodada de negociação, o SindiFranca manteve a proposta que foi novamente recusada pela categoria. Uma nova assembléia está marcada para o dia 23 de março.
Os sapateiros reivindicam um reajuste de 13,27%, um piso salarial de R$ 570, participação nos lucros e resultados de 200 horas, entre outros.
Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, disse que aposta no avanço das negociações a partir da próxima semana. Até a tarde de ontem, a posição da diretoria do sindicato era indicar um estado de greve porque o SindiFranca não havia reaberto as negociações. “Como no fim da tarde eles resolveram dialogar, nós decidimos não colocar o estado de greve em votação. Vamos continuar negociando”.
As negociações entre patrões e empregados podem se estender até o dia 8 de abril. Após esse prazo, se não houver nenhum acordo, a categoria decide por novos rumos da campanha. “Poderemos pensar em negociar fábrica por fábrica ou até mesmo deflagrar uma greve geral”, finaliza Paulo.
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