Uma briga entre dois homens quase terminou em tragédia no final da manhã de ontem no Jardim Ipanema, zona norte da cidade. Disparos de arma de fogo foram efetuados e por pouco não atingiram um pedreiro, envolvido na confusão. O autor dos tiros foi preso em flagrante e na delegacia contou sua versão.
O crime foi passional. O porteiro GSS, 34, morador do Jardim Ipanema, contou que seu desafeto, o pedreiro NMC, 33, morador do Jardim Santa Bárbara, há algum tempo teve um relacionamento amoroso com sua atual namorada. Desde a descoberta da traição, os homens vêm se desentendendo. Segundo o acusado, o pedreiro vive lhe ameaçando e até mesmo ligando em sua residência.
Por volta de 11h30, na Rua Filomena Ana Rita, no Jardim Ipamena, GSS viu o pedreiro trabalhando em uma construção e, armado com revólver, foi ao local tirar satisfações. “Quando vi ele perto de minha casa, achei um desaforo. Eu estava sentado na calçada com minha namorada e ele ficava olhando. Peguei o revólver e fui lá. Dei dois tiros, mas eles não acertaram. Fiquei cego de raiva. Eu perdi a cabeça”, disse o porteiro.
Populares viram a confusão no meio da rua e chamaram a polícia. O acusado foi detido no portão de sua casa e confessou ter atirado contra o pedreiro, que saiu correndo ao ver o porteiro armado.
Levado ao 5º Distrito Policial, o porteiro, que não ostenta passagens policiais, foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e recolhido à cadeia do Guanabara. “Não sou vagabundo. Eu trabalho desde meus 11 anos de idade. Foi um minuto de bobeira. Fiquei revoltado, pois ele vive me ameaçando de morte”, disse o porteiro.
O revólver calibre 22 utilizado no crime foi apreendido. O acusado disse que trouxe a arma para Franca quando foi visitar um parente no Estado de Minas Gerais.
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