Carne, tomate, batata, farinha de trigo e outros itens que compõem a cesta básica do Ipes (Instituto de Pesquisa Econômicas e Sociais), do Uni-Facef, estão mais caros em março. Comparados ao mês passado, a soma dos produtos tiveram variação de 10,12%, o que representa um aumento de R$ 14,14. Em fevereiro, a cesta custava R$ 139,64, um mês depois subiu para R$ 153,78. O valor é o maior desde março do ano passado, quando a mesma cesta chegou a custar R$ 136,11.
Com análise detalhada de cada produto, o tomate, seguido do leite e da batata, foram os principais responsáveis pelo aumento. No caso do tomate, o reajuste de um mês para o outro foi de 45%. Um percentual alto se comparado com os demais produtos com diferença média de 10%. Se considerarmos que uma família de quatro pessoas consome, em média, nove quilos de tomate ao mês, o gasto extra é de R$ 10,82.
A justificativa, mais um vez, ficou para o alto índice de chuvas registrados nos três últimos meses do ano passado, o que atrapalhou a produção do fruto. Segundo Giovani Dominici, gerente operacional da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo) de Franca, para as próximas semanas a tendência é que o quilo do tomate caia com a chegada do outono. O mesmo também deverá ocorrer com outros legumes, como a batata, que passam a ter mais oferta. A batata teve aumento de 16,59% entre fevereiro e março.
Feijão, café torrado e moído e arroz foram os únicos que apresentaram queda em relação ao mês passado. O feijão teve a maior queda, 19,13%. Em segundo lugar, apareceu o café torrado e moído com decréscimo de 1,31%. Por último, o arroz com - 1,03%.
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