Açougueiros reclamam de ‘pedágio’ de frigorífico


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Caminhão de gado entra no Matadouro Municipal. Açougueiros são obrigados a pagar R$ 10 por gado abatido ao frigorífico Franca Boi; segundo a Prefeitura, cobrança é ilegal
Caminhão de gado entra no Matadouro Municipal. Açougueiros são obrigados a pagar R$ 10 por gado abatido ao frigorífico Franca Boi; segundo a Prefeitura, cobrança é ilegal
Irritados com a cobrança de uma tarifa de R$ 10 por gado abatido no Matadouro Municipal, alguns açougueiros de Franca decidiram protestar. Se reuniram na manhã de ontem na porta do frigorífico que administra o local e tentaram acordo. Sem sucesso. E quem deve pagar pelo preço do embate é o consumidor, pois os açougueiros prometem aumentar o valor da carne caso a tarifa não seja extinta. Os diretores da empresa Franca Boi, que mantém a concessão do matadouro, afirmaram que manterão a cobrança e, através de uma advogada, marcaram uma reunião com os profissionais na terça-feira, 20, às 9 horas. O problema começou no dia 20 de fevereiro, data em que a Franca Boi instituiu a taxa. Até então, a contrapartida pelo abate do gado era paga com o couro e miúdos brancos da barrigada do animal. “Só nisso eles já ganham muito bem. Posso garantir que dá mais de R$ 60 por cabeça de gado”, disse o açougueiro Walter Donizete Borges, acrescentando que, se a taxa continuar, quem vai sofrer é o consumidor. Mas, em alguns estabelecimentos da cidade, o consumidor já está pagando mais caro pelo produto. O Empório da Carne é um deles. “Tive que aumentar em R$ 0,10 o quilo de carne. Os fregueses reclamaram, mas não tenho outra alternativa”, disse a proprietária Alice Monique, que também não concorda com a cobrança. O secretário de Governo, Odair Tristão, disse ontem que, pela legislação que concede o serviço, esse tipo de cobrança é ilegal. Segundo ele, o frigorífico será fiscalizado nos próximos dias. “O que estiver correto continua, se estiver errado, será desfeito”. Procurada pelo Comércio, a advogada da empresa, Juliana Xavier, manteve a mesma postura que teve com os açougueiros. “Marcamos a reunião para dirimir as dúvidas. Por enquanto é só isso que posso. Não tenho outra informação”. A advogada também não soube detalhar quantos açougues fazem hoje o abate no Matadouro Municipal. Colaborou Mônica Carvalho

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