“Dono” da NBL some. Número de vítimas não pára de crescer


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No dia seis de fevereiro, o estudante Eugênio Cavalcante da Cruz Araújo, 29, morador de Recife, comprou um notebook da NBL Informática por R$ 2.857. Depositou o dinheiro na agência Centro do Itaú de Franca. Em dez dias úteis, a compra seria entregue em sua casa. O prazo expirou e nada da mercadoria chegar. Ligou na empresa e foi informado que havia ocorrido um pequeno atraso. Manteve as esperanças, mas na segunda-feira, 12, constatou que era mais uma vítima da empresa fantasma, com sede de fachada em Franca, na Rua Monsenhor Rosa. “Como o preço era baixo, mas possível de ser praticado por uma loja interessada em ganhar clientes, não suspeitei de nada. O site da NBL era muito bem feito e tinha certificado de segurança. Passava credibilidade”. O número de vítimas da empresa não pára de crescer. Logo após o Comércio publicar reportagem sobre o golpe na edição de ontem, em que mais de 500 pessoas podem ter sido vítimas, e elas mesmo calculam um prejuízo de mais de R$ 1 milhão, dezenas de clientes da NBL enviaram e-mails para o jornal em busca de informações. “Quero informar que também fui vítima desses caras. Comprei um notebook para ser entregue no Piauí. Como todas as outras pessoas, não recebi o produto. Estou intrigada com o tal grupo de discussão que se formou dentro do fórum. Desconfio que parte da quadrilha esteja monitorando os procedimentos de investigação das vítimas”, disse Adriana, uma das clientes lesadas. A Polícia Civil trabalha para identificar e prender os integrantes da quadrilha. O desafio é encontrar Wesley Eduardo Oliveira da Silva. O CNPJ da empresa está cadastrado no nome dele. Morador de Ituverava, ele não é encontrado em nenhum telefone disponibilizado pela NBL a seus clientes e não está mais na cidade. A polícia acredita que Wesley seja o principal laranja do esquema. Ele estaria sofrendo ameaças de comparsas e sumiu da cidade. O prejuízo supera R$ 1 milhão.

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