Olimpia confia em pivôs norte-americanos


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Sem despertar grande interesse popular, o Atletico Olimpia aposta todas as suas fichas em uma dupla de pivôs norte-americanos para a partida de hoje, às 21 horas, contra o Franca Basquete. Nathan Nielke (2m05) e Rake Nelsen (2m) são destaques da equipe, principalmente, pelo jogo duro que proporcionam debaixo do garrafão. Apesar do pouco apelo junto aos torcedores, que preferem o rival, Malvin, os aficcionados pelo Olimpia são fiéis. “É muito complicado passar pelos nossos dois pivôs. São fortes e entrosados. Formam uma verdadeira muralha na defesa”, disse Domenico Santos, 27, torcedor do time uruguaio. Além da parede norte-americana, os jogadores francanos terão um páreo duro na armação, onde enfrentarão o veterano Diego Louzada, 33, (campeão Sul-Americano em 95 e 97 com a seleção uruguaia), e o talentoso Mauro Tornaria, 25. “Eles são parecidos em quadra. Rápidos, habilidosos e marcam bastante. Contra Uberlândia, acabaram com a partida”, disse Domenico Santos. Pela ala, o destaque fica por conta de Alejandro Peres, que tem boa pontaria nos lances de três pontos e costuma complicar a vida dos marcadores, com boas infiltrações e excelente aproveitamento nos lances livres. Diante de tantas virtudes, o fanático torcedor só conseguiu apontar um defeito em seu clube do coração, que é um banco de reservas recheado de juvenis. Eles não conseguem manter o ritmo dos adultos quando é necessário o revezamento. “Realmente, o rendimento cai porque não são experientes. Mas daqui a um ou dois anos estarão vivendo seu melhor momento”, disse o inabalável Domenico. Na primeira fase da Liga Sul-Americana, o Olimpia classificou-se em segundo lugar em seu grupo, após bater o Unión Concepción (104 a 91), perder para o Libertad (68 a 73) e derrotar o Uberlândia por 90 a 71, em partida cuja arbitragem foi muito contestada.

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