Um grupo de 11 alunos vai processar judicialmente Ricardo Mello, proprietário da Escola Real, que fechou as portas na última terça-feira deixando mais de 30 estudantes de cursos profissionalizantes impossibilitados de concluir a graduação.
O motorista Luiz Rogério Alves, que fazia o curso de mecânica automotiva, afirmou que já havia feito o pagamento de cinco das 11 mensalidades, no valor de R$ 52, quando soube do fechamento da escola. “Alguns professores já havia se queixado da falta de pagamento, mas não imaginava que a escola fosse fechar”.
O mecânico Cléber Soares da Silva Pereira, que também era aluno da escola, não esconde a sua indignação. “Não temos nada a ver com os problemas da escola. Pagamos as mensalidades em dia e agora vamos ficar sem o certificado?”
Ricardo Mello, proprietário da escola, disse que não tem condições de devolver o valor das mensalidades aos alunos. “De 250 matriculados, apenas 30 pagavam as mensalidades em dia. Não tive outra alternativa a não ser fechar a escola”. Mello garantiu que providenciou a baixa dos boletos bancários já emitidos e disse que os alunos receberão certificados parciais, referentes ao período cursado.
O advogado Denílson Carvalho, especialista em direitos do consumidor, discorda dos motivos alegados pelo proprietário para fechar a escola. “Existem meios legais para que ele possa efetuar a cobrança dos inadimplentes”. Carvalho orienta os alunos a procurar a Justiça para reaver o valor das mensalidades pagas. “Além de perdas e danos, eles devem entrar com uma ação coletiva de ressarcimento”.
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