O primeiro santo brasileiro, que será canonizado durante a visita do Papa Bento XVI em maio, terá uma capela em Franca. Frei Galvão será homenageado pela comunidade católica do Jardim Pulicano. Os preparativos para a construção já começaram. A vontade dos colaboradores é iniciar as obras após a santificação do beato.
O investimento total será de R$ 700 mil. “É um projeto ousado e bonito. A comunidade do bairro é muito viva e está empenhada na concretização da capela”, disse Frei Mauro, pároco da Paróquia São Judas, a qual pertencerá a nova unidade. O terreno de 600 metros quadrados foi comprado por R$ 40 mil no fim do ano passado, dinheiro que veio de doações de promoções realizadas pelos religiosos. Os demais recursos serão arrecadados com mais campanhas.
A nova igreja conterá centro catequético com duas salas de aula, salão para reuniões, banheiros feminino e masculino e cozinha, além da capela central com capacidade para 300 pessoas. Não há previsão de quando o espaço estará pronto. “Dependemos de recursos”, disse Otamir Silva, coordenador da comunidade no Jardim Pulicano. A capela será a 10ª integrada à Paróquia São Judas.
O bairro não possui igreja, mas uma unidade deve ser instalada antes de escolas, creche e farmácias, que também não foram levadas ao bairro ainda. Enquanto a capela não é construída, os 200 fiéis da comunidade local improvisam o espaço para suas orações. Todos os sábados, as celebrações e missas acontecem na casa de uma das paroquianas, bem como as aulas de catequese. A garagem do imóvel tem capacidade para 70 pessoas.
O grupo foi formado há três anos. Quando os moradores se mudaram para o bairro, os freis visitaram todas as casas do bairro para convidá-los para o trabalho religioso. “Eles aceitaram e, como disse, hoje constituem uma comunidade viva e ativa, que precisa de um espaço adequado para prosseguir com suas atividades”, disse Frei Mauro.
O nome oficial da capela só será conhecido após o anúncio do nome santo de Frei Galvão. “A comunidade já é devota de Nossa Senhora Aparecida. Frei Galvão também o era. Como ele é franciscano, igual à nossa comunidade, optamos por unir os dois fatores e a capela se chamará Frei Galvão”, disse Otamir.
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