A Câmara preferiu não votar ontem projeto de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que concede aumento de 3,08% aos salários dos servidores municipais como forma de compensação da inflação registrada no ano passado. A proposta foi enviada ao Legislativo em regime de urgência por Sidnei sem que nenhuma reunião fosse realizada para debater a pauta de reivindicação da classe.
O presidente do Sindicato dos Servidores, José Nhozinho, e o secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, usaram a tribuna da Câmara para participar do debate.
Nhozinho criticou a atitude do prefeito. "Sidnei se recusa a negociar. O secretário trata o assunto de forma truculenta. Peço à Câmara que adie o projeto e forme uma comissão para conversar com o Executivo", disse. Jerônimo se defendeu. "O que estamos fazendo é conceder um aumento a que os servidores terão direito por lei, a reposição da inflação", disse.
Em sua pauta, o sindicato pede um reajuste total de 14,2% (sendo 2,9% de inflação e 11,3% de reposição de perdas salariais). Pelo projeto, o reajuste seria de 3,08%. Depois de manifestações contrárias à aprovação da oposição petista de Gilson Pelizaro e Silas Cuba, Marcelo Caleiro (PMDB) antecipou o parecer. "Aceitamos o regime de urgência, adiamos o projeto por uma sessão e as partes têm mais uma semana para debater".
E foi feito. Uma comissão com oito vereadores, um de cada partido, deve acompanhar uma reunião entre membros do sindicato e da administração municipal, previamente marcada para a sexta-feira.
SESSÃO
Entre os projetos aprovados na sessão de ontem, destaque para proposta do vereador Silas Cuba (PT) que estabelece limite de sete dias de espera para idosos que precisem de consulta médica na Rede Municipal de Saúde e para projeto do vereador Zezinho Cabeleireiro (PTB) que obriga comerciantes que cobram couvert artístico em estabelecimentos comerciais a fixar placa informado a cobrança.
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