`Posso até ser criticado, mas não vou voltar atrás`


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Joaquim Ribeiro tem um sonho: tornar a Câmara da cidade um exemplo para todo País. Evocando a imagem de um mercado de peixe, utilizada por um jornalista para definir o espaço, ele começou seu hercúleo trabalho restringindo o acesso dos jornalistas ao plenário da Câmara. Em uma mini-coletiva, queixou-se do tratamento recebido e mostrou-se irredutível: a medida continua valendo. Veja os principais pontos da conversa. Comércio: O senhor proibiu a imprensa de entrar no plenário da Câmara. Por quê essa mudança? Joaquim Ribeiro: Não existe nenhuma mudança. Na terça-feira, eu me reuni com a imprensa, enalteci a importância do trabalho e agradeci. No final, fiz um apelo para que os jornalistas fizessem a fineza de que, durante as sessões, evitassem fazer entrevistas no plenário. Se fosse necessário, que convidassem os vereadores para a sala das comissões e fizessem a entrevista. Eu não determinei, eu pedi o apoio da imprensa. Se eu quisesse, poderia ter usado o regimento interno, no seu artigo 34, que me dá poderes pra isso. Eu não o fiz. Da forma como foi noticiado, criaram um factóide. Comércio - Eu fui entrar no plenário e foi-me dito, por um funcionário, que existia uma determinação do senhor que impedia a imprensa de entrar no plenário. O senhor confirma isso? Joaquim - Claro que não. Hoje mesmo, na abertura da sessão, eu enalteci o trabalho de Renato Valim (rádio Imperador), da Cynthia Flávia (rádio Difusora), do José Antonio (jornal Diário da Franca), que nunca entraram no plenário pra fazer entrevista. O que estou pedindo é ajuda, não criando dificuldade para a imprensa. Quero que a Câmara seja um modelo para todo o País. Eu lamento que toda essa polêmica tenha acontecido. Comércio - Como fica o plenário na próxima sessão? E as medidas para colocar a casa em ordem? Joaquim - Posso até ser criticado, mas não vou voltar atrás. Estou irredutível. Quero colocar a casa em ordem e preciso da ajuda da imprensa mas, se não for possível, ainda assim farei.

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