Às 9h30 de hoje, Marcela de Jesus Galante Ferreira, a criança que nasceu sem cérebro em Patrocínio Paulista, deixa, pela segunda vez em seus 113 dias de vida, a Santa Casa da cidade. O bebê será submetido a uma ressonância magnética (método de diagnóstico por imagem computadorizada que permite retratar imagens de alta definição do corpo) no Hospital São Joaquim, em Franca.
A primeira vez que Marcela deixou o hospital foi em seu segundo dia de vida, 21 de novembro do ano passado, para realizar uma tomografia na Santa Casa de Franca.
A pediatra Márcia Barcellos que a acompanha desde o nascimento, explica que a ressonância será feita para se ter um exame mais detalhado do tronco cerebral da criança. “Ela cresceu nestes 113 dias de vida e não sabemos como o tronco cerebral está reagindo.
Com a ressonância, isso será possível. É bem mais detalhado, como se fossem feitos cortes do tecido cerebral”, disse.
Marcela deverá ser transportada em uma ambulância da Secretaria de Saúde de Patrocínio Paulista e estará acompanhada de Márcia e de uma enfermeira. A mãe, Cacilda Galante, que não se separou da filha desde o nascimento, permanecerá em Patrocínio.
O exame está previsto para começar às 10 horas, logo que a criança chegar. Junto com o bebê também estará o capacete e o cilindro de oxigênio e equipamentos necessários caso ela tenha uma parada cardíaca ou respiratória durante a viagem.
A previsão é de que o exame dure entre 20 e 40 minutos. Segundo a pediatra, se um médico responsável pela ressonância estiver presente, o resultado sai na hora. “Ele vai falando conforme o andamento. Se apenas o radiologista estiver presente, o resultado demora um pouco mais”, disse Márcia Barcellos.
O exame foi conseguido gratuitamente por meio da DIR-13 (Direção Regional de Saúde) da região de Franca por meio de um pedido feito pela Secretaria de Saúde de Patrocínio Paulista. Segundo Márcia Barcellos, o SUS (Sistema Único de Saúde) não cobre o exame de ressonância magnética, que custa R$ 800 no sistema particular. A família não tem condições de arcar com as despesas e a criança teria que ser transportada até Ribeirão Preto, o que se torna inviável devido a distância. “Seria muito arriscado levá-la até Ribeirão Preto”, disse a médica.
Marcela volta ainda hoje para a Santa Casa de Patrocínio Paulista,onde está desde que nasceu.
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