Para Dom Ângelo Pignoli, mais do que a ordenação, a celebração de domingo foi um incentivo para a nova missão em Quixadá. Antes de assumir, no próximo dia 25, a Diocese da cidade cearense, porém, ele deve rezar seis missas de despedida na região, especialmente em paróquias em que atuou.
Comércio da Franca - Ordenado bispo, como o senhor se sente para iniciar uma nova missão na Igreja?
Dom Ângelo Pignoli - Estou tranqüilo. Eu estava desejando muito essa celebração, porque acredito que na celebração acontece a força de Deus. Os apóstolos também, antes de Pentecostes, se sentiam medrosos e depois se sentiram embalados para poder cumprir sua missão onde Deus desejasse. Então, eu tenho alguns dias para rezar algumas missas, mas eu estou tranqüilo para enfrentar a missão que Deus me dá.
Comércio - O carinho das pessoas hoje, aqui no Poliesportivo, comove?
Dom Ângelo - Isso vai custar um pouco, porque a saudade de outro ambiente que a gente criou durante 31 anos vai estar com a gente, mas eu acredito que, agora, Deus colocará novos amigos, novas pessoas na minha vida para a missão que ele me entrega.
Comércio - Ao mesmo tempo essas manifestações servem como uma força a mais?
Dom Ângelo - Sim, claro. A presença dos bispos, de padres e, sobretudo, dos fiéis que me conheciam há muito tempo ajuda a dar forças. E também daqueles que desistiram de vir aqui, porque sabiam que não caberia, da forma como ficou lotado. Então, eu agradeço a Deus essa presença e esse apoio.
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