Sidnei reclama: ‘estão me pressionando’


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Superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, diz não se preocupar com as alfinetadas do prefeito à fundação: ‘Nossas contas estão abertas’
Superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, diz não se preocupar com as alfinetadas do prefeito à fundação: ‘Nossas contas estão abertas’
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) reclamou publicamente da pressão que tem sofrido todos os dias para fechar um acordo com o Estado que resolva o problema financeiro da Santa Casa. Deixando de lado a postura costumeiramente firme, o tucano expôs seu lado frágil e reclamou: não agüenta mais tanta pressão. Segundo ele, políticos, imprensa e a administração do hospital querem uma decisão rápida, que ele diz não poder dar. “Vou discutir o assunto na sexta, com uma assessora do secretário de Saúde que virá a Franca. Só depois disso, estarei em condições de decidir o que fazer. No escuro e por causa de pressão não decido nada”, disse Rocha. A queixa de Sidnei ocorreu durante o quadro Bom Dia Prefeito, veiculado pela rádio Hertz, de sua propriedade. O tucano aproveitou para, além de reclamar, elencar que seriam os “pressionadores” que lhe afligem. “A Santa Casa, a imprensa, o deputado Roberto Engler (PSDB), o deputado Gilson de Souza (PFL) e os vereadores de oposição estão pressionando fortemente”. Pouco depois, o prefeito deixou a fragilizada posição e adotou a costumeira postura de embate, alfinetando os adversários e questionando inclusive os números anunciados pela Santa Casa. “Não está claro até hoje o déficit do hospital, como ele é provocado. Se é diferença dos atendimentos do SUS, ou pagamento de juros do rombo financeiro do hospital”, disse. Após a “cutucada” na direção da Santa Casa, Sidnei afirmou estar disposto a colaborar com a instituição, desde que tudo ocorra no tempo em que ele bem entender, sem cobrança e pressão externa. “Esses que se apressam em cobrar precisam ter calma. Estou disposto a ajudar a Santa Casa, mas, na marra, ninguém vai conseguir nada.” A DISCÓRDIA O motivo da discussão foi uma proposta do Estado, formalizada pelo secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas, em 15 de fevereiro, para cobrir o déficit operacional da Santa Casa de Franca, que seria de R$ 842 mil mensais. O problema é que Barradas condicionou a ajuda à gestão dos recursos que vêm do SUS, cerca de R$ 30 milhões por ano. E Sidnei Rocha, que hoje cumpre com esse papel, reluta em ceder, alegando temer problemas orçamentários com o Tribunal de Contas. O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, não se irritou com as críticas. “Nossas contas estão devidamente auditadas e são abertas. Quem tiver dúvidas, pode acessá-las quando quiser”, disse.

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