Torcedores ou testemunhas: a difícil ‘arte’ de ir ao Lanchão


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Passatempo de aposentado, meio de vida de vendedor ambulante, brincadeira de adolescente ou acompanhante de marido aficcionado. Na maioria dos casos, estes são os motivos que levam o francano ao Lanchão para a assistir a um jogo da Veterana. Domingo, novamente, a renda deu prejuízo - pouco mais de R$ 200. Em campo, pouco mais de cem pagantes três vezes o que deu no jogo anterior, quarta-feira passada, quando o time foi goleado por 5 a 0 pelo Votoraty à noite. Rubens Sampaio, 72, ex-ferroviário, é o exemplo títpico: “Venho para me divertir, não paga mesmo”. Mesmo assim, a alegria esteve estampada nos rostos dos torcedores. Aldair Gimenez, 43, é vendedor de picolé. Sua estréia foi domingo e ele vendeu mais de 400 picolés, quase um para cada torcedor no estádio. Outra estreante em jogos no Lanchão é Silvana Freitas, 41. “Vim acompanhar o maridão e dei sorte a eles (Francana). Vou ter de voltar outras vezes”, disse a mulher do técnico em segurança Ivonci Freitas, 43. O curioso é que ela foi ao campo fazer as vezes do filho de 10 anos que desistiu de ver a Francana após a goleada de quarta-feira. Mas Roni Bertioli, 27, e sua namorada Maristela, 23, são a prova de que a Veterana ainda é uma atração. Ambos vieram a Franca visitar o técnico em informática Emerson Amorim, 32. Ao invés de levar seus convidados ao shopping, ao cinema ou um restaurante, Amorim chamou-os para o campo. A redenção veio em forma de cinco gols. “Dei sorte”, afirmou Roni.

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