Poucos minutos antes de ser executado, o segurança da Igreja São Judas, Rosinaldo Pereira Pantoja, 33, o "Indião", esteve em um bar e pediu para o comerciante amigo trocar R$ 298 em moedas novas por cédulas. Retornaria mais tarde para pegar o dinheiro, mas não voltou. Foi morto antes com seis tiros disparados à queima-roupa contra sua cabeça. O assassinato completa um mês nesse fim de semana e as investigações apontam para uma linha surpreendente. Segundo a polícia, o homem que cuidava da igreja estaria envolvido com uma quadrilha de roubos a banco.
Indião foi morto na noite de sábado, 10 de fevereiro. No dia seguinte, o comerciante procurou os policiais e entregou o pacote de moedas. No valor de R$ 1 cada, elas nunca haviam sido usadas. Logo, os investigadores desconfiaram que pertenceriam a um lote de moedas furtadas do Banco do Brasil de Pedregulho. Uma busca minuciosa foi feita no carro do segurança. Encontraram R$ 4,8 mil em cédulas e envelopes com o timbre do banco. Em janeiro, ladrões haviam invadido a referida agência e levado malotes contendo documentos e R$ 90 mil.
A polícia não sabe precisar, contudo, o tipo de ligação entre o segurança e os ladrões. Entre as opções, Indião poderia fazer parte da quadrilha, mas sem agir diretamente nos assaltos. As suspeitas se intensificaram na quarta-feira, 7, quando três acusados de integrarem uma quadrilha de roubos a banco foram presos perto de Rifaina. "O segurança preso na ação era amigo do segurança morto. Há uma interligação entre os fatos, mas ainda não sabemos até onde ela vai", disse o delegado Wanir Silveira Júnior.
Para os policiais, Indião teria sido morto por saber demais ou por tentar enganar os supostos comparsas. Os integrantes da quadrilha são tidos como os principais suspeitos da morte dele.
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