`Ainda não acredito`, diz religioso francano


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Padre Ângelo Pignoli, 60, nasceu na Itália e se mudou com a família para o Brasil em 1959. Os pais, agricultores, acabaram se instalando na região de Ribeirão Preto. Sempre ligado à religião católica, Pignoli foi coroinha e, influenciado pelo irmão, entrou para o seminário aos 18 anos. Com 31 anos de sacerdócio, Padre Ângelo diz que ainda não assimilou o fato de ter sido nomeado bispo. Comércio da Franca - O senhor um dia pensou que se tornaria bispo? Padre Ângelo Pignoli -Quando criança não gostava de estudar, mas nunca imaginei que seria bispo. Nem pensava em ser padre. Fui influenciado pelo meu irmãos e uns amigos dele. Depois, me deixei ser conduzido por Deus. Comércio - Depois da nomeação, o senhor visitou Quixadá em janeiro. Como foi essa visita? Padre Ângelo - A primeira impressão foi boa, me acolheram muito bem. É uma realidade que desconhecia. Fiquei surpreso. Estive lá dos dias 15 a 19 de janeiro e conheci um pouco da diocese. Fiz o meu primeiro contato com Dom Adélio, meu antecessor. A cidade de Quixadá tem cerca de 80 mil habitantes. A diocese tem uma boa estrutura, com universidade, rádio, seminário, colégios e um santuário, além de um grande número de padres. Comércio - Como é deixar a Diocese de Franca depois de 30 anos para assumir a função de bispo? Padre Ângelo - Desde a nomeação, ainda não assimilei. Estou tenso, tenho medo, mas vou me esforçar e fazer o máximo pela Diocese de Quixadá. Vou sentir saudade, haverá ausências, porém rezarei por todos e não perderei o contato.

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