O Conselho de Leitores do Comércio da Franca iniciou suas atividades relativas a 2007 no sábado, 3 de março. Em pauta, o exercício da crítica ativa que tem feito diferença na busca de qualidade diuturna a que o jornal se lança.
Pensado para significar ouvidoria permanente à voz dos leitores do Comércio, o Conselho em atividade, integrado ainda pela maioria daqueles que foram escolhidos em 2005, tem contribuído para a implementação de ações corajosas, a exemplo da supressão ou reformulação integral de cadernos inteiros. O Clubinho - publicação infantil semanal do Comércio - é um dos grandes exemplos. Adequou-se ao perfil da criança moderna e passou a publicar páginas diferenciadas, incluindo jogos, curiosidades e atividades que estimulam a imaginação, tornando-se publicação temática de auxílio ao leitor estudante em suas pesquisas.
As capas do Comércio também não escaparam à visão detalhista dos conselheiros. Têm sofrido modificações para melhor - o que se comprova pelos continuados elogios nas correspondências recebidas pela Editoria de Opinião e se consolida na comunicação on-line de leitores de todo o país, que "lêem diariamente a versão eletrônica do Comércio". A utilização de barras de navegação, modelo de capa adotado desde o começo do ano, valorizam as manchetes principais, fotos, infográficos e notícias mais importantes da edição do dia.
rigor
A defesa intransigente do pensamento do leitor médio é a cláusula pétrea da atuação do Conselho. A escolha das fotos de capa passam hoje por um rigoroso crivo, muito dele baseado nas críticas dos conselheiros e que orienta para a não utilização de imagens chocantes, mesmo em matérias de crueza explícita. O caso das vítimas mortas e degoladas é um dos que exemplificam o cuidado: embora o setor de reportagem fotográfica do jornal tivesse todas as imagens dos corpos, a capa trouxe a imagem menos traumática. Imagens complementares, indispensáveis à compreensão da brutalidade dos assassinatos, vieram nas páginas internas.
A experiência de formulação de um Conselho de Leitores pelo Comércio da Franca ultrapassa fronteiras. Estimulados pelos resultados destacados à cada reunião, outros meios de comunicação do país têm buscado conhecer detalhes sobre a constituição do grupo e a fórmula de absoluta liberalidade que o jornal garante a seus integrantes.
Se, a princípio, pode parecer estranha a idéia de ter sua atuação questionada por "gente de fora", o Comércio da Franca viu, na prática, que isso é salutar. O diretor-responsável da empresa, jornalista Corrêa Neves Júnior não se cansa de listar as contribuições do grupo: "a penúltima reunião do Conselho foi de avaliação sobre o primeiro ano da atividade. Quando nos debruçamos a elencar as transformações implementadas no período por sugestão - ou pela crítica - dos conselheiros, verificamos o verdadeiro valor desta autêntica ouvidoria". E completa: "as modificações - que de outra forma não veríamos como válidas - conduziram a incremento de assinantes, consolidação da liderança hegemônica e resultados comerciais e institucionais significativos".
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