‘Quero que a gente ganhe tudo’


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Novo ídolo norte-americano do basquete francano, Derrick Lang se diz acostumado com a cidade e afirma que só pensa em sair se for para jogar na NBA. Segundo ele, a única frustração nos meses em que está no Brasil
Novo ídolo norte-americano do basquete francano, Derrick Lang se diz acostumado com a cidade e afirma que só pensa em sair se for para jogar na NBA. Segundo ele, a única frustração nos meses em que está no Brasil
<p>Ele chegou há pouco mais de quatro meses ao basquetebol francano, mas já virou ídolo. O pivô norte-americano Derrick Lang, 26, demonstrou, nos jogos em que atuou, que é diferenciado. A começar pela impulsão: apesar de ter somente 1,85 metro, ou seja, ser “baixinho” para o esporte, faz belas enterradas. </p> <p><br />Velocidade, bom passe, marcação, leitura de jogo e um certeiro arremesso da linha dos três pontos são as principais características apontadas pelo técnico Hélio Rubens, por companheiros e até adversários como as principais virtudes de Derrick. Já os torcedores (principalmente as moças!) vêem outros atrativos no atleta, que é protestante e já trabalhou como carpinteiro. “Ele é muito simpático, sempre sorri. Além disso, é muito bonito”, disse a professora Clara Cristina da Silva, 24. </p> <p><br />O norte-americano, que deve atuar na próxima quinta-feira contra o Olimpia, do Uruguai, pela liga Sul-americana, diz estar totalmente adaptado a Franca e aponta somente uma tristeza desde que chegou. “Queria ter enfrentado Ribeirão Preto”, disse, referindo-se ao maior rival do Franca Basquete, que teve o time adulto extinto. </p> <p><strong>Comércio da Franca - O que você fazia antes de jogar basquete? Sempre viveu em Oklahoma?<br />Derrick Lang</strong> - Em San Antonio, no Texas, estudei educação física. Cheguei a jogar beisebol na faculdade e depois já comecei a jogar basquete profissionalmente. Morei sempre em Oklahoma e depois fui para Texas, onde estudei. Morei dois anos no México para jogar e um ano na Alemanha, onde joguei pelo Bayer de Munique. Agora vim para o Brasil. </p> <p><strong>Comércio - Morava com os pais? Eles são vivos?<br />Derrick</strong> - Sim. Morei até os 17 anos com meus pais e depois fui para a Universidade no Texas. MInha famílai é muito unida. Adoro quando volto para casa. É uma alegria imensa, um amor muito grande que sinto. Mas estou tranqüilo porque eu amo o que faço e minha vida hoje é jogar basquete. </p> <p><strong>Comércio - Você tem filhos, mulher, namorada? É religioso?<br />Derrick</strong> - Não. Não tenho filhos nem esposa. E estou solteiro ainda (risos) e sou protestante, da igreja Batista. </p> <p><strong>Comércio - Como surgiu o Franca Basquete na sua vida?<br />Derrick</strong> - Quando fiquei sabendo que viria para o Franca Basquete as primeiras coisas que me falaram é que é uma equipe vitoriosa e muito tradicional. Isso faz parte da minha vida. Quem me falou foi o Rafael, que jogou no juvenil no Franca Basquete, chegou a jogar no adulto. Fiquei muito empolgado e feliz de poder vir para uma equipe como o Franca Basquete </p> <p><strong>Comércio - Qual a visão que você tinha do Brasil antes de vir para cá?<br />Derrick</strong> - Eu sabia muito da Amazônia porque tem muitos documentários nos Estados Unidos sobre ela, mas não sabia que existiam tantas pessoas bonitas, que o clima era tão gostoso. Dou muita importância a isso. Estou num lugar perfeito e me sinto muito bem. </p> <p><strong>Comércio - Tem alguma dificuldade?<br />Derrick</strong> - A língua. Sei um pouco de espanhol, mas faço aulas de português porque quero muito aprender a língua para me sentir melhor ainda. Estou conseguindo. </p> <p><strong>Comércio - Quanto às técnicas de basquete, o que muda do norte-americano, alemão e do francano?<br />Derrick</strong> - É uma pergunta difícil, mas acho que o basquetebol, de forma geral, é muito parecido. O que mais muda é o sistema tático de um técnico para o outro, a forma como o técnico pede para se jogar, como são feitas as jogadas ofensivas e defensivas. Isso basicamente é o que muda de um lugar para o outro porque o basquete é universal e tenta se adaptar realmente ao que o técnico pede. </p> <p><strong>Comércio - Na sua opinião, por que o basquete brasileiro ficou tão para trás?<br />Derrick</strong> - Acho de diferença, não só no basquete como todos os esportes, é a importância que eles dão ao esporte nos Estados Unidos. Lá se joga basquete nas escolas, nas universidades e nos clubes. A injeção de dinheiro é muito maior e o rendimento, os resultados, são maiores. </p> <p><strong>Comércio - Franca vai ser campeão Pau lista?<br />Derrick</strong> - Acredito que sim, espero que sim. Do jeito que estamos jogando, com o time bem unido, tenho certeza que a gente tem chance de se tornar campeão paulista. </p> <p><strong>Comércio - E no brasileiro? Na liga Sul-Americana?<br />Derrick</strong> - Quero que a gente ganhe tudo esse ano. Temos grandes chances de chegar lá, mas não será fácil. Teremos grandes oponentes no caminho, e o Olimpia é apenas o primeiro. </p> <p><strong>Comércio - Qual a diferença de estrutura do basquete norte-americano e o brasileiro?<br />Derrick</strong> - Nos Estados Unidos, a estrutura, em termos de ginásios e suporte, é muito maior por causa do dinheiro. Não tem goteira, não tem dor de cabeça. Mas, em Franca, acho que a estrutura é excelente. Aqui estou tranqüilo em relação ao departamento médico, fisioterapeuta, massagista e tudo mais. <strong>Comércio - Como é a vida em Franca?<br />Derrick</strong> - A tendência para mim é sempre melhorar, vou aprender melhor a língua, conhecer mais pessoas. Sou uma pessoa abençoada porque a cidade me acolheu muito bem, me sinto muito bem aqui. </p> <p><strong>Comércio - Como está o assédio feminino?E das crianças?<br />Derrick</strong> - Acho que as garotas estão gostando de mim. Estou aguardando só achar uma ótima pessoa para quem sabe até ter alguma coisa. Sinto que as crianças adoram estar a minha volta e eu amo crianças. Todo lugar que vou tenho facilidade em me entrosar com as crianças. </p> <p><strong>Comércio - Franca sempre valoriza seus jogadores, mas idolatra norte-americanos, e o último grande herói foi o Dexter. Você acha que pode ocupar esse posto?<br />Derrick</strong> - Acho que ser ídolo numa cidade é uma bênção de Deus. Vou continuar tentando ser essa pessoa que sou, fazendo o melhor para as pessoas, e espero que façam o mesmo comigo. Espero que isso ocorra de uma forma natural. </p> <p><strong>Comércio - Quais seus próximos projetos?<br />Derrick</strong> - Eu vivo o presente e tento a cada dia melhorar o que estou fazendo. Também quero ganhar algum campeonato pela equipe de Franca. </p> <p><strong>Comércio - O Hélio Rubens gesticula muito, grita, fala palavrão. Seus técnicos anteriores tinham essa característica ou eram mais tranqüilos?<br />Derrick</strong> - Adoro o jeito dele. Acho que um dos motivos pelos quais o Hélio tem tantos títulos é essa forma intensa que ele trabalha e cobra os atletas. Isso me faz lembrar muito o College (Liga Universitária), onde o técnico trazia muita intensidade ao jogo. E isso é ótimo porque faz o jogador se manter focado e ligado o tempo todo no que tem que fazer. </p> <p><strong>Comércio - O que Franca tem a mais que os outros times que você conheceu até agora?<br />Derrick</strong> - A tradição e a torcida. O quanto o povo se envolve com o basquete na cidade realmente é uma coisa incrível. Aqui, o mais chama a atenção é mesmo a tradição e a forma como a população se envolve. </p> <p><strong>Comércio - O que você costumava comer nos Estados Unidos? Como está sendo sua alimentação no Brasil?<br />Derrick</strong> - Nunca me adaptei tão bem à comida de um país como me adaptei aqui. No México, fiquei três semanas doente por causa da comida. Na Alemanha também passei mal. Aqui não, muita coisa natural, frutas, a comida é uma delícia. Adoro churrascaria, arroz e feijão. </p> <p><strong>Comércio - Se seu contrato vencesse hoje, você renovaria?<br />Derrick</strong> - Definitivamente assinaria de novo. Se a NBA me quiser eu vou pensar (risos), mas de qualquer outra forma eu assinaria. </p>

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