A cada 20 horas, um menor é condenado


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Roubo, porte e tráfico de entorpecente, furto, latrocínio, tentativa de homicídio e homicídio. Esses são os principais delitos que têm levado jovens com menos de 18 anos a serem condenados pela Justiça. Os dados fazem parte do levantamento divulgado ontem pela Vara da Infância e do Adolescente, que mostra que, entre 1º de janeiro e 9 de março de 2007, 58 jovens foram condenados a cumprir alguma pena, seja liberdade assistida (em que participam de programas de recuperação), serviços à comunidade ou internação (prisão na Febem). O balanço não especifica as causas da condenação, mas, com base em anos anteriores, é possível dizer que o roubo é a principal delinqüência cometida pelos menores. Para se ter uma idéia, só em 2006, 58 jovens cumpriram algum tipo de pena por roubo. Outros crimes como tráfico de drogas, levaram 31 menores ao cumprimento de penas no ano passado. Na seqüência vem o furto (12), porte de entorpecente (7), homicídio (5) incêndio (4); latrocínio (3) e tentativa de homicídio (2). Com esse cenário, as autoridades resolveram se movimentar na busca de alternativas para diminuir as estatísticas. Lançaram ontem, o "Fórum Social Permanente - proteção da criança - segurança social". O evento reuniu no Salão Nobre do Centro Universitário Uni-Facef, mais de cem pessoas. Entre elas, o juiz da Infância e da Juventude, José Rodrigues Arimatéa; o promotor da área, Augusto Soares de Arruda Neto, entidades sociais e educadores. A idéia é mobilizar os segmentos para a elaboração de programas de combate eficazes da delinqüência juvenil. "Todos nós precisamos fazer alguma coisa para mudar esse cenário. O adolescente tem pressa. Precisa de medidas certas, rápidas e eficazes", disse o promotor. Para José Rodrigues Arimatéa, juiz da Infância, trabalhos isolados não resolverão o problema. "Precisamos integrar órgãos de trabalho na cidade e avaliar o universo do adolescente como a família, escola, saúde, religião e segurança para saber como evitar que esses jovens pratiquem crimes". A partir da criação do fórum, grupos serão formados para implementar ações coletivas e uma espécie de monitoramento nos casos, que serão feitos com levantamentos estatísticos semestrais. O próximo fórum já está programado para o dia 2 de abril, no Salão da Paróquia de São Sebastião, às 8 horas. "Além das entidades, a população também é convidada a participar das discussões, afinal, ela também é uma das interessadas em ajudar os jovens a ficar longe da criminalidade", disse Sebastião Donizete da Silva, diretor de escola e representante das escolas estaduais no fórum.

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