Os trabalhadores das indústrias de calçados de Franca rejeitaram, por unanimidade, a proposta de 4% de reajuste nos salários oferecida pelos patrões. A assembléia da categoria aconteceu na tarde de ontem, na sede do sindicato.
Ao saber do resultado da assembléia, Jorge Donadelli, presidente do SindiFranca (Sindicato da Indústria), adiantou que não irá oferecer mais. “Eles (os sindicalistas) acham que temos cartas nas mangas, mas não temos. Já oferecemos o que estava dentro de nossas possibilidades”.
Os sapateiros reivindicam um piso salarial de R$ 570, reposição de perdas salariais, que ficam entre 3,5% e 5%, e um aumento real de 10%. “Estamos pedindo índices que podemos e vamos comprovar que são direitos da categoria. Não vamos convencê-los a aceitar o que os patrões estão oferecendo”, disse Paulo Afonso Robeiro, presidente do sindicato dos sapateiros.
Segundo Paulo, a categoria tem ainda um mês de negociação. “Conseguimos a prorrogação pelo Tribunal do Trabalho e, portanto, ainda há tempo dos patrões pensarem e melhorarem a proposta. Não penso que vão dar 100%, mas podem melhorar”.
Jorge Donadelli disse que o SindiFranca, por sua vez, está aberto a negociação e acredita que avançaram muito nas contrapropostas. “Oferecemos abono escolar de R$ 125, participação nos lucros e resultados de 70 horas ou 3% dos salários. Além disso, o reajuste de 4% vale também para o piso da categoria, mas eles não querem”.
As negociações serão retomadas na próxima semana. Um novo encontro dos sapateiros já está programado para sexta-feira, 16 de março, às 17h30, na sede do sindicato.
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