As histórias vividas por funcionários de motéis vão muito além de ouvir gemidos, gritos e escândalos dos clientes. Por sigilo profissional, eles não podem contar o que já viveram nesses locais (mesmo se virem parentes ou pessoas conhecidas da cidade, têm de ficar de boca fechada), mas, com a promessa de que não seriam identificados no jornal, contaram muitos “causos” divertidos.
Alguns casais chegam de táxi, bicicleta ou mesmo a pé. Nesses casos, é colocado um selo de identificação nos quartos para que os funcionários saibam quando o local estiver desocupado, já que não tem carro na garagem para saberem se os pombinhos já saíram.
Num dos motéis, a responsável pela limpeza não viu o selo e, ao abrir a porta, o susto. “O casal ainda estava na cama. Foi constrangedor. Pedi desculpas, fechei a porta correndo e saí”, disse uma funcionária. Outros fatos engraçados aconteceram depois dos clientes deixaram os apartamentos. Num deles, as camareiras encontraram uma cenoura perdida nos lençóis. “Não faço idéia do que isso estava fazendo lá. Também nem é da minha conta”, disse uma arrumadeira, entre risos. Em outro motel, o rapaz foi embora e deixou bermuda, camiseta e cueca no quarto. A gerente não sabe se estava com outra troca de roupas ou se foi embora “peladão”.
EM ‘TCHURMA’
A moda entre a moçada, pelo menos em Ribeirão Preto, é comemorar o aniversário no motel. Os amigos já não são mais convidados para cantar parabéns e tomar um chope num barzinho ou curtir baladas. “Tem a cama para gente deitar, os canais eróticos para dar risadas e serviço de quarto VIP. Lá é bem mais divertido”, disse Pedro, que já comemorou aniversários de colegas neste ambiente.
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