De casa nova. E longe das ruas


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Voluntários Paola Limonta, Mônica Delgado e César Mamede seguram alguns dos cachorros que foram acolhidos nos canis (ao fundo) em chácara na estrada de Patrocínio Paulista
Voluntários Paola Limonta, Mônica Delgado e César Mamede seguram alguns dos cachorros que foram acolhidos nos canis (ao fundo) em chácara na estrada de Patrocínio Paulista
Pelo menos 45 cães despejados da chácara Samello no fim do ano passado estão de casa nova. Os cômodos estão sem luz e inacabados, mas Bolucha, Nina, Bob, Diná, Tony e companhia limitada foram instalados em uma chácara na estrada de Patrocínio Paulista que serve de abrigo para animais abandonados. O espaço é mantido pelas voluntárias Mônica Delgado, Paola Limonta e Maria Luiza Rosa que, com ajuda de outras pessoas, abraçaram a missão de acolher animais vítimas de maus-tratos, atropelados ou abandonados. A intenção delas é formar uma ONG. Até o momento, o abrigo conta com 13 canis. O grupo foi dividido nas baias por tamanho e afinidade. “Como o espaço aqui é amplo, podemos soltá-los e saber quem briga com quem, quem gosta de quem”, disse Mônica. Os cuidados são diários. Os ajudantes se revezam para lavar os canis, tratar e brincar com a cachorrada. Todos os dias, na “hora do recreio”, os cães são soltos para explorarem o recinto e gastar energia. Eles ficam eufóricos. No tour de ontem à tarde, correram, caminharam, giraram em círculos, brincaram na poça d’água e de pega-pega. Os hóspedes devem ganhar companhia. Outros 50 bichos retirados das ruas e despejados da chácara da Samello ainda moram na casa de voluntários. Os gatos não puderam ser levados para a chácara porque não há dinheiro para fazer um gatil. “Para a construção dos canis, investimos cerca de R$ 25 mil. Fizemos empréstimo no banco. Estamos cheios de dívidas”, disse Mônica. Para aliviar as acomodações, os cachorros e gatos saudáveis podem ser adotados. Uma das opções para levar um para casa são as feiras de adoção, que terá sua próxima edição no dia 14 de abril, das 10 horas às 16h30, no Pet Shop Alimentacão e gatos (ao lado da Igreja Santa Rita). Não há custos. A ONG ainda se prepara para montar um book fotográfico dos animais já que, como estão na chácara, que fica a 15 quilômetros de Franca, fica mais difícil para os interessados conhecerem o futuro bichinho de estimação. AUXÍLIO A montagem da ONG está a passos lentos, pois faltam recursos para a documentação. A única definição é que a futura entidade contará com parceria da ONG Turma do Abrigo, outra entidade que recolhe e castra animais de rua. “Queremos somar forças para fazer mais”, disse Marina Santiago, presidente da Turma do Abrigo, que tem um projeto de controle de nascimento de cachorros e gatos com palestras em escolas e orientação à comunidade, castrações e assistência veterinária aos “moradores” da chácara.

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