Para a defesa, o resultado não foi o esperado e um novo julgamento será pedido. “Vou entrar com um recurso já na próxima semana”, afirmou Adilson José da Silva, advogado de Faccion. Trata-se do protesto por novo júri, no qual a defesa requer a realização de um novo julgamento quando a pena aplicada é superior a 20 anos. “Ele se diz inocente”.
Fabinho mudou, no julgamento, sua versão sobre o crime. Ele disse que esteve presente na cena do crime, porém não foi responsável pela morte de nenhuma das vítimas. “Só vi a minha irmã sendo esfaqueada. Não vi as outras vítimas”, contou.
“Tomei uns remédios da minha avó, antes eu tomei conhaque num bar (sic). Eu dormi, ela (Edna) entrou na casa e eu acordei com um barulho. Eu estava desnorteado. Dormia e acordava. Fui ao quarto da minha irmã e a Edna estava esfaqueando-a”, afirmou Fabinho. “Fiquei tonto e perdi a visão. Ela (Edna) passou a faca no meu pescoço e a minha idéia era só tirá-la de lá com um carro”, completou.
Em sua nova versão, Fabinho narrou um namoro instável, com términos e voltas e desacertos a respeito de divisão de bens. De acordo com ele, agressões e tortura por parte de policiais, os quais ele não sabe dizer quem são, foram as razões que o levaram a assumir a participação no crime na época em que aconteceu. “Na delegacia, os policiais me espancaram e me fizeram assinar a confissão”.
Para justificar como consegue dirigir um carro por uma rodovia após o crime, Fabinho tinha uma resposta pronta: “quando a gente está em pânico, a gente muda”, disse.
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