No segundo dia de julgamento, Fabinho se apresentou vestido com uma camiseta branca, calça amarela e chinelos brancos - uniforme do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto, onde ele aguardava julgamento. Com algemas nas mãos e pés e escoltado por dois policiais militares, ele se manteve atento a tudo que se passou na sala do Tribunal do Júri nos dois dias de julgamento. Um por um, os sete jurados sorteados tiveram seus olhares cruzados com o de Fabinho por diversas vezes.
A pedido da Promotoria, foram exibidos fotos, áudio e vídeo com imagens da cena do crime e depoimentos à polícia e à imprensa, em que Fabinho, Edna e CRSD confessam o crime. Mais uma vez, olhar fixo de Fabinho. O réu não perdeu nenhum detalhe. Em seguida, foram apresentadas as cenas mais fortes, incluindo imagens cedidas pela polícia no momento em que foi feita a perícia na casa no dia do crime.
Pessoas deixaram o salão do júri ou desviavam o olhar para outros pontos, mas não Fabinho. Pai, mãe, três irmãos. Todos mortos. Nenhuma reação.
“A frieza dele me surpreendeu. A Edna (a comparsa) chegou a chorar no julgamento dela e olhava apenas para o chão. Ele não demonstrou arrependimento”, disse o promotor Eduardo Gomes.
As imagens agora eram da necropsia dos corpos e, mais uma vez, o olhar era atento. Sem remorso, sem lágrima. Frios, os olhos apenas miravam os parentes, mortos por ele, como estranhos desconhecidos.
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