Chico Buarque, Dominguinhos, Gilberto Gil, Maurício Carrilho, Nelson Cavaquinho, Jacob do Bandolim, Noel Rosa, Pixinguinha, Sivuca e Garoto. Não se trata do repertório de um show de samba. Mas sim do que o violinista Nicolas Krassik vai apresentar no "concerto" que faz hoje em Franca, no Teatro do Sesi.
Nascido na França, mas radicado no Brasil desde 2001, Nicolas Krassik conta que descobriu a música brasileira ainda na França, em festas brasileiras que aconteciam em Paris. "Eu me encantei pelo ritmo, pela dança e pelas melodias. Depois eu conheci o trabalho do João Bosco, Gilberto Gil e outros artistas da MPB, além de algumas coisas mais jazzísticas como Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. Eu tocava jazz, então comecei a dar canja com os músicos que eu conhecia por lá. Nunca mais parei", conta.
Hoje, Nicolas já é um nome conhecido no cenário musical brasileiro. Além de dois CDs próprios, Na Lapa e Caçuá, ele já fez participações em discos de Argemiro Patrocínio, Marisa Monte, Zélia Duncan e Adriana Maciel. Nas rodas e bares de samba do Rio de Janeiro, o francês já é figurinha carimbada.
Formado em música erudita pelo Conservatoire National de Region d`Aubervilliers-la Courneuve, e em jazz pelo Centre de Fomation Musicale de Paris (C.I.M.), Nicolas Krassik consegue fazer com que seu violino se transforme em um instrumento de percussão. Em canções como Deixe a Menina, de Chico Buarque, a harmonia é perfeita entre a "batida" do violino e os outros instrumentos de percussão.
Para Nicolas, o sucesso desse trabalho se deve ao fato de apresentar o violino de uma forma diferente. "O violino é um instrumento que as pessoas gostam bastante e que tem um impacto muito forte por ser considerado `romântico`. Mas é muito pouco usado na música popular. O fato de eu fazer isso acaba chamado atenção. Até agora, me parece que tem funcionado bem", diz.
Influenciado por músicos franceses, como Stephane Grappelli, Jean-Luc Ponty e Didier Lockwood, e também brasileiros, como Hamilton de Holanda, Yamandú Costa e Carlos Malta, Nicolas conseguiu fazer uma mistura que gerou uma música particular e diferente. É um legítimo francês, mas com um rebolado bem brasileiro.
A apresentação começa às 20 horas. Os interessados devem confirmar presença pelo telefone (16) 3721-1444.
O Sesi fica na Avenida Santa Cruz, 2280, Vila Santa Cruz.
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