Sob suspeita


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Os três acusados de integrarem uma quadrilha especializada em roubos a banco foram transferidos ontem para a cadeia de Sacramento: durante depoimento na sede da DIG, negaram envolvimento nos crimes
Os três acusados de integrarem uma quadrilha especializada em roubos a banco foram transferidos ontem para a cadeia de Sacramento: durante depoimento na sede da DIG, negaram envolvimento nos crimes
Além de ladrões de bancos, assassinos. A hipótese, trabalhada pela polícia, é que a quadrilha presa ontem nas proximidades de Rifaina possa estar envolvida com a morte do segurança da Igreja São Judas, Rosinaldo Pantoja, 33, o “Indião”, executado no mês passado. Responsável pelas investigações, o delegado Wanir José da Silveira Júnior disse que sua equipe investigava os acusados há meses e que são fortes os indícios de que estejam envolvidos em outros roubos a bancos na região e que, além disso, podem ser implicados no caso Indião. Ele não adiantou, contido, maiores detalhes. “Essa é uma das linhas de investigação. Não podemos descartá-la”. O elo entre os dois casos seriam os assaltos a bancos. Os marginais foram presos ontem enquanto faziam uma churrascada. A festa, em plena tarde de quarta-feira, seria uma comemoração de mais um furto de sucesso. Horas antes, teriam levado R$ 43 mil de um banco em Igarapava. Não houve tempo sequer de saborear a carne.Assustados com a chegada de policiais, Carlos Eduardo Rodrigues, 19, e o segurança Ricardo Rodrigues Borges, 34, foram presos nas proximidades da casa. Igor Milhim David, 25, foi detido em um matagal. Segundo a Polícia Civil de Franca, eles fariam parte de uma quadrilha especializada em furtar bancos. Os três passaram a madrugada de ontem prestando depoimento na sede da DIG e negaram as acusações. No começo da tarde, foram levados para a cadeia pública de Sacramento (MG). Detidos após a divisa com Rifaina, eles são suspeitos de terem invadido a agência dos Correios da cidade mineira. A casa onde foram presos funcionaria como um quartel-general. Lá, foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma caixa repleta de munições, algumas de uso exclusivo da polícia. Também foram encontrados rádios de comunicação interna - supostamente usados durante os roubos - um maçarico, cuja finalidade seria arrombar cofres - e lacres de malotes bancários. Em julho de 2005, Igor Milhim David já havia sido preso em Sacramento acusado de tentar furtar a agência do Banco do Brasil. Um maçarico foi encontrado no local. Em agosto de 2005, voltou a ser detido com uma arma em seu carro. Segundo a polícia, ele pretendia dar fuga para um dos líderes do PCC preso durante operação realizada em uma chácara na saída para Claraval (MG).

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