Samello apresenta nova lista de credores


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Miguel Sábio de Mello, proprietário da Samello, é visto diante da produção parada de sua empresa em foto de arquivo. O empresário espera a aprovação dos credores ao plano de recuperação
Miguel Sábio de Mello, proprietário da Samello, é visto diante da produção parada de sua empresa em foto de arquivo. O empresário espera a aprovação dos credores ao plano de recuperação
A Calçados Samello deverá apresentar hoje a lista oficial de todos os seus credores. Será a segunda relação divulgada pela empresa, que em dezembro reconheceu uma dívida de R$ 60 milhões com trabalhadores, bancos e fornecedores. O diferencial da nova listagem é que ela trará valores corrigidos e novos credores que ainda não estavam habilitados, o que deverá elevar o valor oficial da dívida para a casa de R$ 90 milhões. A medida faz parte do processo de recuperação judicial enfrentado pela Samello, que está com a produção parada desde 16 de outubro do ano passado. Segundo o presidente da empresa, Miguel Sábio de Mello Neto, até a tarde de ontem, a listagem, que é extensa e traz milhares de nomes, não estava concluída. “Temos pressa em cumprir rapidamente isso, pois queremos voltar a produzir em breve. É fase obrigatória do processo de recuperação e não tem como protelar além dessa semana”, disse. As mudanças em relação à relação anterior, segundo o empresário, serão significativas, principalmente no tocante ao valor dos débitos, que deverão ser incrementados em R$ 30 milhões. “Após a divulgação da primeira listagem, houve a habilitação dos credores e todas as correções necessárias, daí a diferença no valor. Aliás, em nosso plano de recuperação, publicamos o montante corrigido”, disse Mello Neto. Após a publicação da listagem, que deverá constar do Diário Oficial de segunda-feira, o juiz que acompanha o processo de recuperação judicial convocará uma assembléia de credores. A partir daí, funcionários, bancos e fornecedores deverão deliberar e decidir se aceitam ou não a oferta de pagamento, que é baseada na obtenção de recursos por meio da venda de imóveis e retomada de produção. “Se aceitarem, o processo segue em frente. Se rejeitarem, a empresa vai à falência, o que não é bom para ninguém”, disse a advogada da Samello, Simone de Barros.

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