A Polícia Civil de Franca acredita ter prendido ontem integrantes de uma quadrilha responsável pela onda de furtos a bancos em cidades da região. Numa ação sigilosa e planejada com antecedência, os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) estouraram uma casa na divisa de Rifaina com Sacramento (MG) que funcionaria como uma espécie de quartel general dos criminosos. No local, foram apreendidos armas, vasta munição e materiais usados para arrombamento de cofres. Três homens foram presos em flagrante. Antes, tentaram fugir e trocaram tiros com os policiais.
Há vários dias, os investigadores vinham rastreando os passos dos criminosos e descobriram que eles estariam envolvidos nos ataques às agências bancárias. Num intervalo inferior a dois anos, foram 15 ocorrências. As cidades de Pedregulho, Cristais Paulista, Restinga e Ribeirão Corrente foram as mais visadas. O bando também é suspeito de envolvimento em um homicídio em Franca.
Segundo a polícia, a quadrilha pretendia furtar a Nossa Caixa de Igarapava na semana passada, mas os integrantes foram detidos pela PM antes de entrarem em ação. Como apresentaram nomes falsos, conseguiram escapar do flagrante. Na madrugada de ontem, concretizaram o crime e subtraíram R$ 43 mil do referido banco.
Tão logo tomou conhecimento do furto, o delegado Wanir José da Silveira Júnior acionou oito de seus policiais mais experientes e traçou um plano de invasão à casa que vinha sendo monitorada. “Pelas informações que tínhamos, tudo indicava que os criminosos estariam escondidos lá”.
Passavam alguns minutos das 16 horas quando o grupo liderado pelo delegado Eduardo Lopes Bonfim deixou a sede da DIG em direção a Rifaina. Os integrantes do bando estariam refugiados em uma residência situada perto de um posto abandonado, a poucos metros da ponte que divide a cidade com o Estado de Minas.
Ficou acertado que o cerco aos bandidos seria feito em duas frentes distintas: Por terra e pela água, com o apoio de uma lancha especialmente adquirida para a operação. A estratégia deu certo. Ao perceberem a chegada da polícia, os suspeitos, que faziam um churrasco, deixaram a carne queimando na grelha e saíram correndo em direção a um matagal e abriram fogo na direção dos policiais. Houve revide e eles foram detidos logo depois. Foram presos os desempregados Igor Milhim David, 25, Carlos Eduardo Rodrigues, 19 e o segurança Ricardo Rodrigues Borges, 34.
Na casa em que eles se escondiam, os investigadores da DIG encontraram uma espingarda calibre 12 e uma caixa de munições calibre 12 e 0.40. Também foram apreendidos maçaricos e botijões de oxigênio que os criminosos usavam para arrombar cofres no interior de bancos. As buscas foram encerradas por volta das 21 horas. Os acusados foram recambiados para Franca e autuados em flagrante por formação de quadrilha e porte de arma. Também deverão responder por furto e roubo.
Um quarto integrante do bando teria deixado a casa momentos antes da chegada da polícia, mas esqueceu para trás a carteira de identidade. Sua prisão é questão de tempo.
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