O Dia Internacional da Mulher comemorado neste 8 de março de 2007 nasceu há 150 anos, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho. Elas queriam salários mais justos, tratamento digno no ambiente de serviço e redução na carga horária. Não foram atendidas e, como represália, acabaram trancadas no prédio e a fábrica, incendiada. No incêndio, 129 operárias perderam suas vidas.
Cinqüenta e três anos depois, em uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às operárias americanas mortas no episódio. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade.
É com este mesmo objetivo que o Conselho da Condição Feminina de Franca, presidido por Maria Ignês Archetti, se reúne freqüentemente para debater temas atuais ligados a políticas específicas para mulheres. No início de fevereiro, houve a primeira Jornada da Mulher e, para o próximo dia 30 de março, às 19h30, na Uni-Facef, está marcado o I Forum de Todas as Mulheres, onde as delegadas eleitas em plenárias vão extrair subsídios para a formatação do Plano Municipal de Políticas para Mulheres. "Quero trabalhar mais próximo da comunidade e discutir com as mulheres questões como dupla jornada de trabalho, discriminação, falta de oportunidades, salários menores, assédio moral, jogos de poder e outros diversos assuntos", disse Maria Ignês.
Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografias e Estatísticas) e do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), a maioria das mulheres em Franca está na faixa dos 20 aos 49 anos (77735), sendo que a maior parcela é entre 25 e 29 anos (14401). Já mais de 99 mil são eleitoras já o rendimento médio mensal fica na faixa dos R$ 449,51.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.