O preço médio do litro de leite de saquinho está 8,3% mais caro em Franca e região. O reajuste foi registrado há uma semana. A alta também se refletiu no preço do quilo de alguns derivados, como a mussarela, que aumentou entre 7,2% e 20%, dependendo da cidade. De acordo com os vendedores, o reajuste é efeito das chuvas, que danificaram estradas, dificultando o acesso do produtor até as cooperativas e aos pastos.
Na maioria das padarias consultadas, o preço do leite de saquinho passou de R$ 1,20 para R$ 1,30. Já o preço do quilo da mussarela varia bastante. "Antes vendíamos o quilo da mussarela por R$ 9,70, agora está R$ 10,40", disse Alexandre Marques Xavier, responsável pelo setor de compras da Padaria Estrela. Na padaria de Marcos César de Paula Leão, de Pedregulho, o aumento também se verifica. "Não teve jeito de não repassar o aumento para o consumidor. Eu também sou produtor de leite e sei como estão as estradas". O leite aumentou R$ 0,10; já a mussarela, R$ 2. Em Itirapuã, o aumento mais sentido foi na mussarela, que passou, nos fornecedores, de R$ 6,50 para R$ 7. Já em Ibiraci (MG) o produto oscilou de R$ 6,80 para R$ 7.
A exceção da região, entre as cidades consultadas, é Patrocínio Paulista. O leite de saquinho pode ser encontrado por até R$ 1,25, mesmo preço do último mês. "O novo preço não foi repassado pelo meu fornecedor", disse o proprietário de uma padaria, Carlos Henrique Borges.
QUEDA
Na Usina de Laticínios Jussara de Patrocínio Paulista, que coleta leite em 81 municípios entre São Paulo e Minas Gerais, a queda da produção de leite foi de 9%. "Isso vem provocando limitação de oferta. Teve produtor que chegou a jogar leite fora por não conseguir transportar", disse Messias Castro, do Marketing da Usina Jussara.
O mesmo aconteceu na Coonai (Cooperativa Nacional de Agropecuária), em Brodowski, onde a queda foi de 10%. O gerente de assistência técnica, Olavo Pelloso de Carvalho, disse que a dificuldade maior é quanto ao prazo para buscar o leite nas fazendas. "O ideal é que o transporte seja feito em até 48 horas.
Com as estradas do jeito que estão, nem sempre é possível", afirmou.
Colaborou Mônica Carvalho
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.