As linhas de ônibus da empresa São José que fazem o trajeto Centro/Unifran e o sentido contrário, em Franca, têm se mostrado insuficientes. Pelo menos nos horários de pico de entrada e saída de estudantes da Unifran (Universidade de Franca), o número de carros existentes não consegue atender à grande quantidade de usuários.
A queixa dos estudantes, que utilizam o transporte todos os dias, quanto à lotação e ao intervalo de tempo entre um carro e outro. “Demora muito. Tem gente que espera mais de 20 minutos. Se quiser ganhar tempo, você precisa ir espremido”, disse, revoltada, a universitária Fernanda Alves, 21. Ela afirma que já procurou a empresa, mas que não tem notado nenhuma alteração da situação da linha.
Para o universitário Augusto Félix Casagrande, 19, o maior transtorno acontece na viagem de volta. Segundo o jovem, os usuários se aglomeram na calçada e disputam como podem um lugar cômodo no veículo. “Todos têm pressa para voltar para casa e se apertam em pé. Quem fica, sempre reclama e no ônibus seguinte acontece o mesmo”.
De acordo com os usuários, os piores horários na entrada são entre as 18h30 e 18h45, com saída do Terminal Central de Ônibus Ayrton Senna, e no retorno da Unifran, no período das 22h20 e 22h35.
José Eustáquio Luís, chefe de tráfego da empresa São José, reconhece a lotação nos horários de pico, porém disse que o total de ônibus para atender a região é suficiente. “São seis ônibus extras, além dos dois carros que circulam normalmente. Os estudantes precisam apenas saber esperar, pois sempre vem outro ônibus e o intervalo de tempo não é tão grande como falam”.
Eustáquio lembrou também que, na ida para a universidade, a situação é mais tranqüila porque os universitários vão intercalados, ao contrário da saída das aulas, quando todos saem no mesmo horário. Outro agravante, citado pelo chefe de tráfego, se refere ao intenso movimento de veículos nas proximidades da Unifran. “Em algumas situações, os ônibus demoram mais de 15 minutos para atravessar. O problema não é com a empresa e sim com o trânsito que não escoa com facilidade”.
Na semana passada, a empresa São José enviou um fiscal para o local e constatou que o agravante ocorre nos dois primeiros carros extras dos períodos. “Esses ficam lotados, mas depois o movimento cai e nos últimos horários os ônibus estão com carga de banco, que seria todos os passageiros sentados”, garantiu José Eustáquio. Em um ônibus lotado viajam cerca de 80 passageiros. “Se precisar, mando o fiscal novamente para verificar o cumprimento da programação. Caso haja necessidade, colocamos um carro a mais para o local. Mas, por enquanto, não haverá mudanças”.
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