Web designer a profissão do presente


| Tempo de leitura: 3 min
A internet, nos dias atuais, é um meio de comunicação de massa e ter um site não é só sinônimo de empresa dinâmica, antenada com a modernidade ou preocupada com a divulgação de seu portfólio. Ter um espaço “na rede” funciona como cartão de visitas on-line e se constitui em uma forma simples e eficaz de divulgar produtos e serviços. É como oferecer atendimento 24 horas sem ter um atendente na empresa. É aí que o web designer se torna peça fundamental, seja na construção ou na constante manutenção dos sites. O campo de trabalho para este profissional é vasto: grandes portais, agências de propaganda que desenvolvem sites, empresas dos mais variados segmentos. “O mercado de trabalho cresce a cada dia. O web designer pode trabalhar ainda como free-lancer e desenvolver sites de sua própria residência, pois é preciso somente de um computador conectado à internet”, afirma Samer Medeiros Abrahão, coordenador de informática do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) em Franca, única escola que disponibiliza o curso na cidade. Para Samer, Franca se caracteriza como um promissor campo a ser explorado pelos web designers. “A cidade é carente de profissionais desta área e muitas empresas da cidade acabam contratando pessoas vindas de outras localidades para construir seus sites”. O salário é atraente. Para os iniciantes, a remuneração varia entre R$ 800 e R$ 1 mil. Profissionais mais experientes recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Antônio Vicentini da Cunha, 20, começou a desenvolver sites aos 17 anos. Atualmente, ele trabalha em uma empresa especializada em mídia eletrônica. “Comecei trabalhando como autônomo, fazendo sites mais simples para pequenas empresas. Com o tempo fui me aperfeiçoando através de cursos e, pela faculdade (ele é aluno do terceiro ano do curso de Design Gráfico na Unifran), consegui um emprego em um escritório de web design”. Como a tecnologia vive em constante mutação, o profissional precisa reciclar seus conhecimentos freqüentemente. “Toda semana temos novidades, seja em ferramentas (programas) ou em equipamentos. Quem não se atualiza fica para trás e perde clientes”, afirma Antônio. Já Maurício Ribas Costa trabalha como web designer autônomo há sete anos. Nascido em Franca, atualmente ele reside em São Paulo, onde atende mais de 20 clientes. “Todo começo é complicado. Fui um dos primeiros profissionais da área na cidade e havia muita resistência por parte dos empresários sobre a necessidade de construir um site para sua empresa. Hoje, a internet é uma realidade e sua capacidade para viabilizar grandes negócios é incontestável”. Maurício cobra, em média, R$ 200 mensais para manutenção e atualização dos sites, e aufere rendimentos mensais superiores a R$ 8 mil. No Magazine Luiza, as vendas realizadas nas lojas virtuais e pelo site já totalizam 12% do faturamento da empresa. A manutenção do site é feita por um estúdio de Ribeirão Preto, mas já existem estudos para transferir os serviços para Franca. “A diretoria já considera a possibilidade e, em breve, podemos formar uma equipe para basear o comércio eletrônico na sede da empresa”, disse Flávio Dias, gerente-geral de e-commerce do Magazine Luiza.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários