Santa Casa e Prefeitura de Franca não falam a mesma língua quando o assunto é cirurgias eletivas. Ontem, declarações do superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, provocaram reação da administração municipal.
A Santa Casa foi cobrada publicamente pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e por meio de ofício da Câmara Municipal para que informasse sobre a realização de mais de mil cirurgias que seriam pagas com verba de R$ 1 milhão repassada pelo Legislativo no ano passado. Ontem, em entrevista à Rádio Difusora, Bueno se isentou de ter de explicar o que foi feito com o dinheiro. “A Santa Casa faz cirurgias eletivas encaminhadas pela Prefeitura. É a Secretaria de Saúde que separa e contabiliza. O que ela nos envia nós fazemos”, disse.
Em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura tentou rebater as declarações de Bueno acusando o hospital de não estar operando todos os pacientes encaminhados. “Desde novembro de 2006, a secretaria encaminhou 1302 pacientes à Santa Casa, para que fossem realizadas cirurgias eletivas. Desse total, a Santa Casa, por sua vez, realizou apenas 494 cirurgias”, diz a nota.
VACINA
Na mesma nota, a Prefeitura diz que a espera de três meses a que Pedro Henrique Benedetti foi submetido até receber a vacina que previne meningite, difteria, coqueluche e tétano “não caracteriza atraso vicinal”.
A nota afirma que a vacina poderia ter sido aplicada até que o quarto mês de vida fosse completado e, desde quinta-feira, estava disponível para o bebê na Vigilância Epidemeológica.
Desesperados pela demora, os pais de Pedro conseguiram vaciná-lo depois da ajuda de um empresário.
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