Industriais oferecem 3%; sapateiros rejeitam


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Os trabalhadores das indústrias de calçados de Franca rejeitaram, em assembléia na tarde de ontem, o reajuste de 3% nos salários oferecido do pelo SindiFranca (Sindicato da Indústria de Franca. “Ruim”, “ridícula” e “absurda” foram os adjetivos que a categoria usou para definir a proposta. Na assembléia, que contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas, os sapateiros disseram ‘não’ a outras ofertas feitas pelos patrões, como o piso de R$ 473; participação nos lucros e resultados de 70 horas e manutenção dos R$ 120 do abono escolar. “Eles (os patrões) batem na tecla da crise. Vamos esperar e provar que essa tal crise não existe, pelo menos não da maneira que eles apontam”, disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros. Segundo ele, o sindicato pediu uma análise do setor ao Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos). O documento fica pronto na semana que vem. “Aí sim, poderemos discutir melhor com SindiFranca”. Jorge Félix Donadelli, presidente do SindiFranca afirmou que não é possível ofertar índice maior. Segundo ele, o setor ainda está se recuperando da crise do ano passado. “A situação é muito delicada porque 2006 foi um dos piores anos no mercado interno e nas exportações”. As rodadas de negociações entre patrões e empregados serão retomadas na próxima semana. A categoria reivindica um piso salarial de R$ 570, reposição de perdas salariais que ficam entre 3,5% e 5% e um aumento real de 10%.

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