Reabilitação envolverá família do interno


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A proposta de reabilitação defendia pelo padre Ovídio Andrade é composta de seis etapas e deve atingir não o adolescente infrator, mas também sua família. "Existe todo um conjunto que precisa ser levado em consideração", disse o padre. De acordo com Ovídio, o próprio interno ditará como caminhará sua estada na unidade. No entanto, a família terá de contribuir com a evolução do processo. "Paralelamente ao trabalho com o menino, será realizado o trabalho com a família. Se o menino caminhar e a família não, o menino pára. Muitas vezes, depois de melhorar, o interno retorna a um convívio que não colabora". O padre disse que a reabilitação passará por seis etapas. Nas duas primeiras, será feita uma espécie de auto-avaliação. "Primeiro o menino passará por um processo de auto conhecimento. Depois de vencido o conflito interno, será a hora de ele refazer seus projetos, traçar metas". Na terceira e na quarta etapas o interno começará a se desvincular da unidade. "Nessa hora, o menino começa a se preparar para a libertação. É aí que ele deixará de fazer tudo na unidade. Ele sairá para estudar, trabalhar e voltará para dormir", disse Ovídio. Nas duas últimas fases da reabilitação, será a hora da volta à comunidade. "Nesta altura, o menino já é uma referência para os outros. É quando a gente considera que ele já está pronto para retornar à sociedade", disse. O cumprimento das seis fases, sem nenhum imprevisto, deve durar cerca de dez meses. "Se o menino pisar na bola, volta ao início, e dependendo da gravidade, pode ser levado até a uma espécie de isolamento, antes do reinício".

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