Delegado citado em grampo nega acusações


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O comando da Polícia Civil voltou a adotar a estratégia do silêncio e não se pronunciou sobre as escutas telefônicas que flagraram a tortura da francana Juciléia Garcia Duarte, 27, encontrada morta em Ribeirão Preto terça-feira. As autoridades se preocuparam mais em tentar descobrir como o Comércio descobriu a existência do grampo do que explicar o conteúdo das conversas interceptadas. A informação de que Juciléia teria sido torturada e morta por tentar assassinar a mulher de um integrante de facção criminosa repercutiu em toda a região e despertou a atenção da imprensa nacional. O silêncio da polícia e o jogo de empurra foram a resposta para todas as perguntas. Fontes ouvidas pelo Comércio voltaram a confirmar a veracidade dos fatos. A existência das escutas não foi negada. A traficante disse mesmo aos algozes que teria tentado cometer o crime a mando de três policiais civis de Franca, que seriam integrantes de um suposto grupo de extermínio. O delegado-adjunto da Dise, Pedro Luiz Dallaqua, teve o nome citado pela mulher no grampo telefônico. Em conversa informal com a reportagem, ele disse que as acusações não têm fundamento. “Ninguém levou isso a sério (a existência do esquadrão da morte). Como já havia sido presa e era investigada pela nossa equipe, ela falou nossos nomes para nos jogar contra os criminosos e tentar se livrar deles”. Um policial civil de Ribeirão Preto, que pediu para não ser identificado, garantiu que as escutas estão guardadas em cofres e continuarão sendo mantidas sob sigilo para não atrapalhar a seqüência das investigações. “O esquema é grande e envolve muita gente. Muitos ficarão surpresos com o resultado da apuração, mas por enquanto é preciso ter calma”.

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