Agressivo, ríspido nas palavras e irônico. Confuso também. Foi dessa maneira que PLZ se apresentou à polícia ontem. Oito dias após ter a casa invadida e reagir ao assalto, o principal suspeito de matar um dos criminosos esteve na sede da DIG e pouco acrescentou às investigações.
O médico aposentado apresentou um atestado afirmando que não estava bem de saúde. Negou a autoria do crime, mas não foi claro nas respostas. Diante da situação, os policiais desistiram de ouvi-lo formalmente e remarcaram uma nova data para seu depoimento.
Eram 9h30 quando o médico chegou à sede da delegacia acompanhado de um advogado. Um policial que esteve na audiência relatou que ele estava nervoso e que chegou a se exaltar por várias vezes. Teria admitido que entrou em luta corporal com os criminosos, mas negou ter atirado no menor. “O médico não admitiu ser o autor do disparo. Ele está muito confuso ainda. Por isso, decidimos dar um prazo para que possamos conversar e esclarecer os fatos”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
Ficou acertado que o novo depoimento deverá ser dado em dez dias, mas os policiais esperam que o médico possa se apresentar antes do prazo previsto. As investigações continuam em andamento e a polícia busca provas para tentar elucidar o crime. “Aguardamos o resultado de exames periciais. Um deles é o residuográfico, que demonstrará a presença ou ausência de chumbo e pólvora na mão do médico. Com os laudos nas mãos, teremos melhores condições de interrogá-lo”.
De acordo com a polícia, PLZ continua sendo o suspeito número um, embora outras hipóteses não são descartadas. Dois seguranças que estavam no condomínio e até mesmo o comparsa do assaltante morto também serão investigados. Eles ainda não foram encontrados pela equipe responsável pela apuração do assassinato.
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