Porteiro do Condomínio confirma as ocorrências


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Dois copos, um filtro. Uma televisão em cima de um pequeno banco, calendário na parede. Em uma prateleira abaixo da janela, uma lista telefônica, correspondências e a página A-6 da edição do Comércio da Franca do dia 24 de fevereiro, que estampa a notícia do assassinato de Fábio Henrique Paulino. Tudo isso sob a imagem de Nossa Senhora Aparecida, bem acomodada no canto da sala. Assim é a guarita que abriga José Maria, o porteiro do Condomínio Três Porteiras, que confirma: PLZ já havia sofrido quatro assaltos desde que se mudou para o local. José Maria disse que, pelas observações do médico, os crimes teriam sido praticados pelos mesmos jovens. “Pelo porte físico dos caras, ele achava que eram sempre os mesmos bandidos”. Duas das invasões à propriedade não chegaram a fazer uso de violência. “Houve furto de alguns objetos apenas e, por isso, ele preferiu nem dar queixa”. A invasão à propriedade de PLZ, no dia do assalto, ocorreu pelo lado oposto à guarita que abriga o porteiro. No fundo do Três Porteiras, existe um outro condomínio. Os ladrões pularam um muro baixo que os separa e teve acesso direto à propriedade do médico. José Maria só foi informado da ocorrência depois que os dois assaltantes batiam em retirada. “Não deu tempo, foi muito rápido. Não houve mais o que fazer”. O porteiro trabalha das 18 às 6 horas, todos os dias da semana, e tem seu salário pago pela taxa de condomínio, atualmente com valor de R$ 130, recolhida mensalmente. O dinheiro serve ainda para reparos rotineiros, que vão desde manutenção na rede elétrica até consertos no portão eletrônico.

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