Apaixonados


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Estudante, Felipe Pacheco, 17, já foi quarto lugar no paulista do ano de passado de hipismo clássico e quer continuar no esporte
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Morena, 1,70 metro de altura, cabelos longos, sarada e elegante. Assim é Bartira, paixão do representante comercial Cássio Rodrigo Martins Arruda, 30. A descrição bem que poderia ser de uma linda mulher, mas não é. Bartira é uma égua. Como Cássio, centenas de francanos são apaixonados por cavalos. Na cidade, existem, pelo menos, quatro criadores de eqüinos e mais de 150 proprietários de cavalos, número que vem crescendo. Como toda boa paixão, explicar os motivos da admiração é um desafio. "Não sei direito. Fui criado na zona rural, comecei a montar desde pequeno. Depois me mudei para Franca, mas aos finais de semana, coloco a sela em um dos meus animais e esqueço da vida", disse Cássio. O representante comercial possui mais dois cavalos (Jogo Bruto e Cigana),e também ataca de narrador de rodeios e organiza provas hípicas, como team penning, baliza e tambor (leia mais no quadro). "Aí é cavalo, muita moda de viola e cerveja". Como dedica quase todas as horas de folga aos seus animais e às competições, Cássio diz que é complicado encontrar uma namorada que aceite dividir atenções com os animais. "Elas ficam com ciúme e reclamam porque sempre estou viajando para algum torneio ou evento relacionado a cavalos". Gabriel de Oliveira Nascimento Faleiros, de 9 anos, ainda não tem esse tipo de problemas, mas já brigou muito por causa de cavalos. Ele praticamente obrigou seus pais a comprarem um animal. "Eu e o Furacão formamos uma dupla perfeita". O cavalo é seu melhor amigo, a quem visita duas vezes por semana. "Mesmo quando chove e não tem aula de hipismo, eu vou até o clube só para conversar com o Furacão". [FOTO2] A adoração pelos eqüinos não se limita ao universo masculino. Júlia Ribeiro Corrêa Neves, de oito anos, também é fascinada por estes animais. Desde os 4, faz aulas de hipismo duas vezes por semana. A pequena amazona participa de competições e apesar da pouca idade, já salta obstáculos de até um metro de altura. "No começo tinha medo de saltar, mas agora já estou acostumada. Adoro montar, e não troco minhas aulas de hipismo por nada". CRIADORES Renato de Camargo Pacheco, 45, já trabalhou como classificador de couros e bancário, mas encontrou sua verdadeira vocação quando começou a criar cavalos. Proprietário de um pequeno haras localizado no Recreio Campo Belo, ele dedica mais de 14 horas diárias ao trabalho com os animais. "Meu trabalho é uma terapia, não me estresso com nada. Sempre digo para meus amigos que sou um privilegiado por fazer o que gosto". Renato não revela valores, mas afirmou que consegue manter um padrão de vida confortável com seu trabalho. O valor médio de um cavalo é de R$ 10 mil, e os custos mensais de manutenção do animal, como alimentação, higiene e estadia, variam em torno de R$ 300. Em Franca, quatro escolas oferecem aulas de Hipismo Clássico, com duas aulas semanais de uma hora. O valor da mensalidade é de R$ 100, em média, e o aluno pode utilizar os animais oferecidos pelas escolas.

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