No mundo de hoje onde cada árvore é vital para o nosso bem-estar, ao fixar o gás carbônico e amenizar o calor; me deixou perplexo ponto-de-vista publicado na “Opinião do Leitor” do Comércio, em 24 de fevereiro, no qual se sugere supressão da mata do bairro Paulistano para combater a bandidagem. Na minha opinião a mata não tem nada a ver com os desajustados que a ocupam. A culpa de tudo tem que recair sobre a brutal mudança de valores que estamos vivendo. Com a desculpa de ensinar a prática do sexo seguro, as escolas estão sutilmente incentivando pré-adolescentes à precocidade sexual. Será que essa nova pedagogia acha que no auge dos impulsos hormonais os jovens vão perder tempo com camisinha? As pilhas de tijolos e os bancos de jardins que o digam. Daí surgem os casamentos desfeitos, a corrupção. As leis injustas - ou pelo menos algumas delas - beneficiam mais o bandido do que o cidadão honrado e desestimulam a honestidade.
Estudantes se prostituem para melhorarem a renda. Em alguns anos, vão ocupar cargos importantes na sociedade mas não terão boas possibilidades de se ajustarem como mães ou pais de família. Os órfãos de pais vivos, sem referência, abandonados, desprotegidos e liberados para o mal se transformam em resíduos sociais semelhantes aos resíduos atômicos: ninguém quer e não tem onde depositar. Olhar com atenção para questões como essas é que fará diferença. Não suprimir matas...
Antonino Pereira Santos
é leitor do Comércio da Franca
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