O mês de janeiro foi positivo para a indústria francana. O setor puxou para cima o índice de empregos e foi responsável pela criação de mais de mil novos postos de trabalho na cidade.
Outras atividades importantes, como serviços e comércio, apresentaram crescimento reduzido e foram responsáveis pela criação de, respectivamente, 145 e 28 novas contratações com carteira assinada. Outros setores, como administração pública e agropecuária, tiveram desempenho negativo, ou seja, demitiram mais do que contrataram.
Segundo levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, a indústria contratou 1762 pessoas em janeiro, contra 751 demissões, gerando saldo positivo de 1011 novos postos. No total, somando-se os outros setores, são 3,5 mil admissões contra 2,3 mil demissões.
Para o presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Jayme Barbosa, o crescimento de empregos formais logo em janeiro é animador. "São dados oficiais, reais e importantes. É um índice muito positivo e encorajador para empresários e trabalhadores", disse. "Tem indústria calçadista que já iniciou o ano contratando para o mercado. Sem dúvida, isso é um bom sinal", disse Barbosa.
Houve também quem não acreditasse nos dados do Ministério do Trabalho. O empresário Paulo Coelho, proprietário da Calçados Mariner, afirmou que o cenário está bem diferente do que os números apresentam. "Não concordo com essas informações. Para mim, está o contrário. Me fale onde está bom assim que eu quero ver", disse.
OUTROS SETORES
No setor de serviços, a criação de postos de trabalho aconteceu em um ritmo bem inferior ao industrial. Foram abertas 755 vagas, contra 610 demissões, gerando um saldo de 145 contratações. No comércio, o desempenho foi ainda pior, com a criação de 28 postos, originados após 662 demissões, frente a 690 novos contratos.
Para o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Fahim Youssef Issa Neto, a movimentação não está ruim, tratando-se de janeiro, mês considerado como "frio" para o setor comercial. O motivo seria o endividamento forçado de grande parte dos consumidores, com o vencimento de impostos como IPTU, IPVA, além de matrículas escolares e compra de materiais didáticos. "Realmente há uma pequena retração, mas, por ser início de ano, não chega a assustar", disse.
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