A Polícia Civil guarda como segredo de Estado a existência e o conteúdo do grampo telefônico. Nenhum policial de Franca ou Ribeirão Preto aceita - pelo menos oficialmente - falar sobre o caso. O jogo de empurra entra em cena todas às vezes que o assunto é comentado.
Coincidência ou não, o delegado seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, entrou de férias-prêmio ontem, dia em que a informação de que policiais civis da cidade poderiam pertencer a um grupo de extermínio. Ele não atendeu às ligações feitas pela reportagem para o seu celular.
O delegado Anivaldo Registro, chefe do Deinter-3, departamento de Polícia Civil responsável por 93 cidades da região de Ribeirão Preto, negou-se a fazer comentários. “Não posso confirmar nem negar. Você tem que perguntar para quem conduz as investigações. As informações que podem ser divulgadas estão com a DIG ou na Delegacia Seccional de Ribeirão”.
A delegada Maria Beatriz Campos, do Departamento de Homicídios da DIG daquela cidade, disse que desconhecia a existência das escutas. O seccional de Ribeirão, Benedito Valencise, teria passado o dia em reunião e não retornou às ligações.
Extraoficialmente, o Comércio apurou que o comando da Polícia Civil não teria dado crédito às afirmações da traficante. O vazamento da informação sobre a existência das escutas causou aborrecimentos aos policiais que trabalham nas investigações.
Segundo jornalistas de Ribeirão Preto, uma reunião às pressas foi realizada ontem à tarde na sede do Deinter para tratar do assunto. Dois delegados de Franca estiveram presentes, mas não comentaram - oficialmente - o teor da reunião.
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