Antes da Liga, venezuelanos vão às compras pelo Centro


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Quem andou atento pelo Centro de Franca, ontem à tarde, notou um grupo de “grandalhões” no calçadão falando espanhol. Eram quatro jogadores do time Gatos de Monaguas, da Venezuela, conhecendo a cidade. Eles vieram para o Brasil, pela primeira vez, para disputar a Liga Sul-Americana. O Gatos estréia na competição hoje, às 18 horas, no Ginásio do Poliesportivo, contra o Malvin, do Uruguai. O Unimed/Franca joga em seguida. Roberto Basanta, José Yovera, Ruben Pacharo e Leonardo Caparre e os outros nove jogadores, além dos quatro integrantes da comissão técnica, enfrentaram seis horas de avião entre Caracas e São Paulo e mais cinco horas de ônibus até Franca, chegando ontem. produto NACIONAL No Centro de Franca, os atletas decidiram passear e tentar comprar alguma coisa genuinamente brasileira. “Queremos comprar lembranças escritas ‘Brasil’ e levar para Venezuela”, disse Caparre. Não esteve fácil. Andaram por todo o calçadão e estava difícil encontrar quem falasse a mesma língua. Nem mesmo o vendedor Crescencio Cabrera, 39, da República Dominicana, camelô em Franca e há quatro anos no Brasil, conseguiu entrar em acordo com os jogadores. “Eu falo a mesma língua, mas não deu certo. Acharam que estava muito caro. Talvez pensaram que falei em dólar”, comentou. Colares artesanais, que têm preço entre R$ 10 e R$ 8, foram o que mais chamou a atenção dos venezuelanos. “Temos reais aqui, mas ainda não achei o que queria”, disse Basanta. No final do passeio, Cappare e José Yovera compraram suas “tarjetas” de telefone para ligar para os parentes na Venezuela. Ruben e Roberto levaram uma pulseira cada um, além do número de telefone de uma paquera que fizeram na Praça Dom Pedro II. “Aqui não é muito diferente da Venezuela não”, opinou Yovera. Da receptividade ninguém pode reclamar. Além do esforço das vendedoras em falar com eles apesar da diferença de idioma, até o repórter ajudou Leonardo Cappare a usar um orelhão do Centro para ligar para sua namorada na Venezuela. O cartão de 75 unidades só deu para dois minutos. (Rodolfo César)

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