Bebê cai em balde e fica com seqüelas


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a dona de casa Rosângela Benedito Duarte beija o filho Ruan, 3. Após cair em um balde, o garoto ficou com sérias seqüelas: “É muito difícil. Mas ainda tenho esperança do meu filho reverter esse problema. Tenho
a dona de casa Rosângela Benedito Duarte beija o filho Ruan, 3. Após cair em um balde, o garoto ficou com sérias seqüelas: “É muito difícil. Mas ainda tenho esperança do meu filho reverter esse problema. Tenho
Um balde com água, amaciante e poucos segundos foram suficientes para transformar a vida do pequeno Ruan Garcia Duarte, que mora no Jardim Paineiras. Há três anos, ele caiu dentro do recipiente, em sua casa, e se afogou. Além do comprometimento nos pulmões, a criança ficou com outras seqüelas. Hoje, com 4 anos, não fala, não sorri, não anda, não movimenta os braços e passa os dias entre a cadeira de rodas e a cama. No dia 5 de fevereiro de 2003, a mãe de Ruan, a dona de casa Rosângela Benedito Duarte, 34, saiu para trabalhar e deixou o caçula com a filha mais velha, Letícia, 11 anos. Quando voltou, entrou na varanda da casa e se deparou com o bebê de apenas dez meses caído de bruço dentro do balde. Sem saber de onde tirou forças, correu e puxou o caçula. “Ele estava branquinho e mole, desmaiado. Chegou quase morto no hospital”, lembra, chorando. O garoto sobreviveu, mas ficou com comprometimentos da fala e movimentos do corpo. “Meu filho está em estado vegetativo, se alimenta por sonda e depende do aparelho para respirar.” Ruan é o único homem de três filhos. A mãe ainda tem esperança de vê-lo curado. “Quando caiu no balde, rezei para Deus não levar ele de mim. Deus deu a vida de novo para meu filho. Tenho esperança. Acredito que Deus vai me ajudar.” Rosângela parou de trabalhar para cuidar do garoto e espera benefício do INSS. “É difícil. Só meu marido trabalha para sustentar a casa. Precisamos de ajuda para comprar fraldas (P de adulto) e roupas (para crianças de 6 anos para facilitar na hora de vestir)”, disse Rosângela. Para ela, a queda do filho serviu como lição. “As mães têm de ter muito cuidado. Tudo acontece em fração de segundos. Nunca podemos pensar que com a gente não vai acontecer. Viu como foi com meu anjinho, né?” PERIGO No Jardim Santa Bárbara, o acidente envolvendo Lucas Ferreira, 2, é mais recente. Em fevereiro de 2006, ele queimou as mãos no forno. Sua mãe, Jane Célia Ferreira, 37, assava um bolo fazia 40 minutos, quando o filho engatinhou até o fogão e se apoiou para levantar. “Estava na pia. De repente, ele começou a chorar muito. Foi quando vi que tinha queimado as mãozinhas. Foi horrível.” A criança não ficou com cicatrizes, mas sempre mostra as mãos e aponta para o fogão quando perguntam onde se machucou. “Foi sorte não ter ficado com marcas, porque o machucado pegou todo o tampão das duas mãos dele”, disse a mãe. Após o acidente, Jane Célia redobrou os cuidados com as crianças. “Fico ligada 24 horas no Lucas e na Letícia (filha mais velha, de 10 anos).”

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