Terrenos viram lixões particulares


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Sofá é visto jogado junto a outros lixos, em terreno na Avenida Abrahão Brickman, no Jardim Portinari: situação se tornou comum em toda a cidade
Sofá é visto jogado junto a outros lixos, em terreno na Avenida Abrahão Brickman, no Jardim Portinari: situação se tornou comum em toda a cidade
Sofás, colchões, telhas, tijolos, retalhos de couro, roupas e sapatos velhos espalhados por calçadas e terrenos vazios de Franca. Como se isso tudo não bastasse, sacolas de lixos domésticos também são encontradas em muitos locais. Em um passeio de aproximadamente duas horas e meia em alguns bairros da cidade, a reportagem do Comércio pôde contabilizar dezenas de locais que hoje servem como depósito de lixo e o que é pior: são depósitos urbanos criados pela própria população. A empresa Colifran, responsável pela coleta em Franca, recolhe o lixo doméstico nos bairros três vezes por semana em dias alternados. Os moradores sabem quando devem colocar a sacola na porta. Sabem, mas não fazem. Prova disso são as inúmeras sacolas jogadas em terrenos baldios. A Rua Diogo Garcia Coelho, no Jardim Pinheiros, é um exemplo. Em um dos canteiros da via se encontram de lixo orgânico a doméstico. No local, se formou um pequeno lixão. “A gente nunca vê quem joga os entulhos aqui, mas certamente são moradores da rua. Digo isso por causa das sacolas”, disse uma dona de casa, que preferiu não ser identificada. Um pouco mais à frente, no Parque do Horto, a alça de acesso à Rodovia Cândido Portinari tem, além de lixo de construção, pias de retalhos de couro. Uma extensão de mais de cem metros é usada como depósito de lixo. Do outro lado da cidade, no Jardim Aeroporto, a situação não é diferente. Quem não conhece os serviços de limpeza praticados na cidade, até pensa que o bairro não recebe coleta de lixo, mas recebe. Mesmo assim, os moradores fazem de calçadas e canteiros o seu lixão particular. Pelo menos vinte focos de lixões foram encontrados naquela região da cidade. Uma das calçadas estava intransitável e tinha até colchões espalhados. Mas, não é só na periferia que moram os “sujões”. No canteiro central da Avenida Elisa Verzola Gosuen, na Vila Scarabucci, era possível notar, até a tarde de ontem, um sofá e uma cadeira velha jogados. Para Valéria Marson, secretária de Serviços e Meio Ambiente do Município, a população precisa se conscientizar de que lixo na rua significa bueiros entupidos, sem contar uma paisagem feia. “No caso de lixo orgânico e sofás velhos, a pessoa deve depositar no aterro municipal e, quando não tem condições de pagar o transporte, deve esperar o arrastão de limpeza”, disse. A Prefeitura não tem estipulada uma multa para quem joga resíduos domésticos ou orgânicos nas ruas. Apenas se for pego em flagrante é que terá uma conversa com o Promotor do Meio Ambiente. “Nós encaminhamos a pessoa ao Ministério Público e o promotor aplica advertência verbal. Muitas vezes quem faz isso acaba sendo obrigado a recolher o entulho não só onde jogou, como em outros locais”, disse Valéria. Se o terreno é particular, o setor de fiscalização da Prefeitura intima o proprietário a limpar e, caso não o faça, a multa cobrada é de R$ 210.

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