Terreno se transforma em ‘minilixão’


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Montanha de sujeira se acumulou em terreno e parte do asfalto na Rua Belém, no Jardim Brasilândia I
Montanha de sujeira se acumulou em terreno e parte do asfalto na Rua Belém, no Jardim Brasilândia I
Um terreno baldio localizado na Rua Belém, na altura do número 860, no Jardim Brasilândia I, praticamente se tornou um “miniaterro”. Vizinhos disseram que, há meses, a área passou a ser utilizada para deposição de restos de comida, entulhos, móveis estragados e outras sujeiras. O volume de materiais formou uma montanha sobre o chão e já avança na rua. Quem mora ao lado e sofre com a situação de abandono, exige providências. A Prefeitura promete limpar o local na próxima semana. O casal Eliana Cunha, 31, e Marcos Beche, 38, que moram encostados no terreno, se cansaram de reclamar na Prefeitura e não ter o problema solucionado. “Desde o meio do ano passado, estou tentando acabar como esse lixo, mas já reclamei na Prefeitura, já fiz um boletim de ocorrência contra o proprietário, só que não adiantou”, disse ele, que é sapateiro. A compra de venenos para barata virou rotina para os moradores. Eles disseram encontrar os insetos, além de roedores, aranhas e até cobras todos os dias. “É uma infestação. Fico preocupada com os meus filhos. Ainda tem os pneus, que podem juntar água e formar dengue”, disse Eliana, mãe de duas crianças, uma de 7 anos e outra de 2 meses. “Acho que já passou da hora de limparem e fecharem esse terreno”, completou. [FOTO2] Márcia Cristina Marques, 37, mora na mesma rua com o marido e três filhos de 21, 16 e 12 anos. Mesmo separada por sete casas do “miniaterro”, é vítima da invasão de bichos e sente cheiro forte quando depositam algo podre no local. “Dia desses o fedor estava insuportável. Sempre vejo carroceiros e caminhões parados jogando tudo no terreno. Eles fazem isso a toda hora do dia e da noite”, disse a dona de casa. A maior preocupação dela é com a saúde da família, pois muitos bichos entram na residência dos moradores. “O pior é que está acumulando. A sujeira já está na rua e ninguém faz nada.” Na continuação da mesma rua, já no Jardim Brasilândia II, outro ponto de sujeira incomoda os vizinhos. Terreno vago em frente ao número 483 está com o mato cortado, mas virou depósito de lixo. Pessoas criaram o hábito de despejar garrafas, madeiras, tijolos quebrados, galhos de árvore e até palha de milho na área desocupada. “Agora até está melhor, pois jogaram veneno para acabar com o mato, mas os lixos continuam. Tem dias que jogam bicho morto e o cheiro fica muito forte”, disse o comerciante Antônio Nogueira, que tem um bar e reside no endereço há 27 anos.

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