Secretário de Saúde culpa Estado


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O sistema de distribuição de vacinas quadrivalentes especiais, ou acelulares, coloca em risco as crianças que sofrem de alergia ao medicamento convencional. Segundo Alexandre Ferreira, o Estado não fornece estoque da vacina, mas somente as doses contadas para atender a casos já descobertos. "São doenças com baixa incidência, mas o fato preocupa, pois enquanto as doses não chegam as crianças ficam sem imunização", disse o secretário. A burocracia é grande. O primeiro passo para que a vacina seja fornecida é o envio de um relatório mensal para a Crie, órgão ligado à Secretaria Estadual de Saúde responsável pelo controle dos índices de imunização. Lá, após a compilação dos dados de todas as cidades paulistas, começa a ser feita a distribuição das doses para as Prefeituras. Desde o envio dos dados, todo o processo pode levar mais de um mês para ser concretizado. As doenças as quais Pedro e as outras crianças alérgicas na cidade estão expostas são graves. Principalmente a meningite. Difteria, coqueluche e tétano também podem matar, mas atualmente têm incidência pequena no Estado. "Não há dúvidas de que a vacinação é imprescindível. Todas essas doenças preocupam e o Estado, em parceria com as prefeituras, tem de fornecer as vacinas, tanto convencionais como acelulares", disse o pediatra Eduardo Simões. "As crianças não podem ficar descobertas".

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