Grupo usa arte para combater doenças


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A funkeira Samantha e o pagodeiro Paulão, do grupo teatral Tribo dos Sábios, são vistos durante recente apresentação da peça sobre DSTs em empresa de calçados da cidade
A funkeira Samantha e o pagodeiro Paulão, do grupo teatral Tribo dos Sábios, são vistos durante recente apresentação da peça sobre DSTs em empresa de calçados da cidade
A secretária de enfermagem Angelita Lara, 28, tem trocado sua mesa, cadeira, telefone e contato com médicos no Hospital São Joaquim/Unimed para ganhar os palcos na pele de Roseclair, uma caipira de Nova Iorque. De saia, bota e sombra brilhante nos olhos, se une aos outros sete integrantes do recém-formado "Tribo dos Sábios - Grupo Teatral" para falar de prevenção de forma descontraída e humorada. O grupo é formado por oito funcionários; apenas um homem. Convidados para participar da Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho) em novembro de 2006, secretárias, arquivista, psicopedagoga, supervisora de autorizações de planos de saúde e auxiliar administrativa aprovaram a idéia e, depois do sucesso da primeira encenação, decidiram continuar o trabalho. Juntos, escrevem os roteiros, atuam e dirigem as apresentações. Dois dos participantes fazem curso de teatro e ensinam técnicas para os demais. "O teatro é mais talento, dom. O grupo está muito bem. O pessoal é extrovertido e tem dado o recado com bom humor. O público sempre cai na risada", disse Eduardo Bachur, responsável pelo Tribo dos Sábios. O primeiro tema a ser tratado foram as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Durante a apresentação, os personagens contam várias histórias que vivenciaram para falar sobre contágio, sintomas e prevenção de gonorréia, cancro mole, herpes genital, sífilis e outras. O arquivista Marcos Nunes, 29, único homem na trupe, disse não ter tido dificuldades para encenar e falar em público. "Acho que o fato de conhecer os outros integrantes tornou mais fácil a atuação. Estou adorando. É bom ver o colega de outra forma e tratar um assunto sério com bom humor." Marcos interpreta Maurício, que não se previne nas relações sexuais, pois acha que a prevenção é obrigação feminina. Rosana Gonçalves, 28, assistente de Nutrição no hospital, também aposta na descontração para ensinar. "Gosto de teatro, principalmente se for para abordar temas educativos e tratá-los de forma divertida", disse ela, que deixa a vergonha de lado, dança no palco, desfila e "canta" pessoas da platéia. A apresentação do grupo é gratuita. Interessados devem entrar em contato pelo telefone (16) 3711-6677 ou marketing@unimed-franca.com.br.

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