Por dia, os lixeiros coletam nas ruas da cidade cerca de 200 toneladas de lixo. Imaginar nossa vida sem o trabalho deles é impossível. Eles sabem o quanto são importantes para a saúde pública dos francanos, por isso torcem o nariz quando são chamados de lixeiros. "Preferimos coletores. Lixeiro é um pouco preconceituoso", costumam explicar.
O médico Hersz Lichtcajer disse que a vida sem coleta de resíduos domésticos seria um verdadeiro desastre. Se o lixo não fosse recolhido das ruas, haveria infestação de ratos, baratas e outros animais nocivos à saúde humana. "Teríamos uma superpopulação de bichos pela abundância de alimentos. Controlar a proliferação de doenças seria praticamente impossível", disse ele.
Com lixo espalhado por locais inadequados, a poluição das águas e contaminação seriam iminentes. "O lixo pode trazer de doenças de pele a ocorrências mais graves, como leptospirose, também associada aos ratos."
DESTINO CORRETO
Na cidade, parte do lixo é destinada a uma área devidamente adaptada e licenciada pelos órgãos ambientais para receber tal tipo de material e outra parcela é transformada em dinheiro. Os resíduos domiciliares são levados para o Aterro Nova Jersey e os recicláveis são coletados por contratados da Colifran, separados por tipo pela Cooperfran (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis) e vendidos pela Pastoral do Menor.
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